Pare aqui.
Na boa, vá ler outro post em outro blog… ou tome um
lexotan, e volte em 30 minutos. Náo vou liberar #mimimi nos comments muito menos
trollagem, combinado ?
As minhas opiniões aqui não são de uma pessoa que “ouviu dizer”. São de alguém que comprou com seu dinheiro suadinho cada dispositivo e gadget que usa / usou, e, principalmente, gosta de cada centavo.
Isso posto…
Tudo começou meses atrás, quando passei a fazer mais exercícios aeróbicos do que de costume. Alguns dias, passava cerca de 1 hora e meia em cima de uma esteira, transport ou bicicleta, sem muita coisa a fazer, a não ser suar.
A idéia foi comprar algum dispositivo que me permitisse ver filmes ou séries onde estivesse. A decisão natural foi escolher um iPod Touch, afinal, apesar de historicamente não achar a política da Apple para seus produtos muito atrativa, para isso o iPod deveria prestar.
Eu não tenho nenhuma pretensão de futucar no coitado do iPod como faço com
meus celulares Windows Mobile. Comprei algo para usar conforme o fabricante quer que seus doutrinados usuários (clientes!) usem.
Mas com o iPhone é diferente. Ele tem a responsabilidade de substituir o melhor celular que já tive, um
HTC HD2 (comprado um ano atrás), que está com problemas porque o seu dono sentou em cima. A tela está com mau contato, e um aparelho que às vezes não mostra nada na tela e fica travando… não me serve.
Como não há grandes novidades no mundo Windows Mobile, exceto o
Windows 7, que ainda não é mainstream, escolhi entre
Android e iPhone.
A escolha foi fácil: Android ainda é novo, e requer muita “futucagem” pra ficar decente. Já o
iPhone 4… bem, não é possível que o celular mais vendido e usado no mundo seja tão ruim assim. Lá vou eu, pensando na piada do monge que afirma que
“se milhões de moscas comem bosta”…
… entrei na fila da
Vivo. Tinha alguns milhares de bônus e um plano, que deixaram o iPhone 4 com um valor atrativo. 2 semanas depois (04/10), recebo uma educada ligação da loja, avisando sobre a chegada do aparelho. Verdade seja dita, foi a única operadora que me tratou como gente.
Comprei, carreguei, instalei o FDP do iTunes no
notebook, justamente pra não misturar com o iTunes do PC (desktop de casa), que é a base do iPod Touch 64.
Sim, eu já tinha aprendido que o iTunes esculhamba suas músicas, sem contar que só sincroniza com o mesmo PC.
“Que merda”, pensei, lembrando do
ActiveSync, que pode ser instalado em 1328097463847092653429874 PCs diferentes e manterá seu celular em sincronismo, onde quer que seja.
Bem, a partir de agora, vou separar meu relato em tópicos, para que você não durma. Já me disseram que textos grandes as pessoas não lêem, mas enfim, o nome do blog é politicamente *incorreto*, e não o contrário.
Interface
A Apple tem uma abordagem histórica de manter tudo fechado, longe da possibilidade de seus usuários modificarem profundamente a interface de seus dispositivos. Ao contrário da
Apple, a
Microsoft desenvolveu uma plataforma
incrivelmente aberta, com uma interface chinfrim, e deixou nas mãos dos usuários e fabricantes de aparelhos, a difícil tarefa de criar algo bonito e interessante. Só a HTC fez isso até hoje.
Nenhuma abordagem imho está correta, mas um híbrido das duas. É claro que penso assim porque me considero um power user. O usuário que só quer o bê-a-bá, ficará plenamente satisfeito com o que receber. De fato, há exceções em tudo: ao comprar meu iPhone 4, tinha uma
*jumenta* do meu lado, dando um esporro no coitado do funcionário da Vivo, porque ela não conseguia usar o seu
3GS (digo, funções básicas como discar ou armazenar um contato). Juro que procurei orelhas grandes e um rabo pendurado.

Minha revolta começou ao tentar colocar na tela de início, atalhos para contatos. Não dá. Tentei descobrir como colocar funções do aparelho (por exemplo,
toggles para ligar e desligar o
WIFI, o
Bluetooth, etc.) como atalhos na tela de início. Não dá. Você tem que abrir as Configs, ir no menu adequado e pressionar a função.
Ah, será que consigo colocar ícones de notificação ou atalho para tarefas ? I wish.
E pensar que, no meu Windows Mobile, tem uma aplicação que, dependendo de sua localização, liga ou desliga o WIFI automaticamente (…).

Depois foi a vez dos Favoritos. A função de favoritos do iPhone é “soberba”: uma lista de nomes. Como é ? Além de não poder colocar contatos como ícones na área de trabalho, tudo o que tenho como favoritos é uma listinha medíocre ?
*Reza um pai nosso*. E olha que sou agnóstico.
Fui até chamado de newbie porque achavam que eu queria colocar um bookmark de um site na tela de início. Ah! <só> Isso o iPhone deixa. Lembrei do Windows Mobile que, não só permite isso, como atualiza o ícone automaticamente, se o site mudar a cara.
Programas
Meu HTC HD2 tem um cartão de 8GB. Tenho
um programinha que espelha o conteúdo de algumas pastas de meu note neste cartão e vice-versa. Mantenho sincronizado vários arquivos do trabalho, planilhas, documentos, datasheets, enfim, coisas que uso no meu dia-a-dia.
A merda já começa pelo fato do iPhone não ter cartão.
Quando comecei a entender que não há forma de fazer isso com o iPhone, a merda virou boné. Lá vou eu, catar na
App Store alguma aplicação que faça algo remotamente parecido. Achei o
Dropbox. Espaço limitado em 2GB, sem sincronismo. Ah, meus pacovás.
Mas a graça mesmo começa ao tentar abrir os arquivos. PDF ? Ok. Office quem ? Pois é. Quer editar arquivos do Office ? Compre mais um aplicativo para isso. Lembrei da época do
Documents to Go nos meus
Symbian.
Comecei a chegar a conclusão de que a App Store só tem programa inútil, client de
twitter, joguinhos e apps de portais de notícias. Ah, tem muita app para escutar rádios também. O resto, se expremer, não dá um copo de 200ml.
Algumas das coisas que eu gostaria de ver por padrão no aparelho ou na App Store (e que sim, tenho no meu HTC):
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Um programa que transforme meu celular em um access point, compartilhando a internet 3G dele via seu WIFI;
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Um programa que permita associar ringtones a um grupo de contatos (menção honrosa mais adiante);
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Um programa para ler e editar arquivos do office (gente, office é o padrão para documentos no mundo inteiro… não há argumentos contra aqui);
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Um gerenciador de arquivos que permita manipulá-los;
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Algo que permita gravar ligações;
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Um programa que coloque na agenda todas as ligações feitas, recebidas e perdidas, com data, hora, número, etc;
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Um programa que permita fazer screening das ligações (para aceitar ou rejeitar ligações automaticamente, via blacklist ou, por exemplo, rejeitar ligações privadas sem olhar para o aparelho);
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Tem mais coisas, mas cansei.
Grupos de Contatos
Desde o meu
Nokia 6120, praticamente todos os celulares eram capazes de agrupar os contatos em categorias ou grupos, e, também, associar toques para cada grupo. Assim, pelo toque, você sabe se é do trabalho, de casa, a namorada ou o telemarketing. Menção honrosa para o
Nokia 7110 e para o
Motorola V3, que faziam isso 10 anos atrás (ou 6, no caso do V3). Que saudade.
No iPhone, o sincronismo de contatos não leva as suas categorias. Quer assinalar toques diferentes para seus contatos ? Faça um a um.
Não. Putaquepariufutebolclubeinternacionaldaterceiradivisão.
Mantenho minha lista de contatos há 10 anos. São mais de 1400 contatos organizados, a maioria com fotos.
Acho que, de lá pra cá, o único aparelho que tive que não sincronizava as categorias como grupos foi um
Sony Ericsson T68. Gente, um T68 !!! O primeiro celular GSM com suporte a MMS. Até meu Nokia 7110 de 1999 fazia isso!
O problema sou eu, que usa Outlook, o programa de email mais usado no *mundo* ? Então tem outro jeito pra resolver isso, como sincronizar com os grupos do GMail ? Sim, porque eu sincronizo meu Outlook com uma conta do GMail, isso não seria problema. Mas não dá, também.
Ringtones / Toques
Desde que inventaram de permitir toques em MP3 nos celulares, que eu choro ou com a presença de espírito ou com a cafonisse das pessoas.
Eu acho tão legal isso que até produzo meus próprios toques. Alguns deles repasso a amigos, e já ouvi celulares de desconhecidos tocando alguns deles. Da última vez que contei, tinha mais de 100 toques realmente “utilizáveis”, e desde o meu V3, uso toques MP3 muito bem.
Mas a Apple tinha que inovar: se quiser, pague por eles. Ah VTNC.
Ainda bem que descobri que, se você setar ele para 30 segundos ou menos, converter o arquivo para AAC e renomeá-lo para .m4r, você engana o iTunes, que permitirá a sua importação.
Tinha que ser difícil né, não podia ser feito no WM, onde você define qualquer coisa “MP3” como toque.
Mas melhora, gente: além de não poder definir toques em grupos, e ter que editar contato a contato, você não pode mudar toques de sistema, como o alerta de novo email, novo twitter, ou novo SMS. Você *têm que morrer* com as opções padrão super legais.
Multitarefa
Ah! A multitarefa. Desde o meu
Nokia N90 que sei o que é isso, mas a Apple achava inútil e só resolveu incorporar agora, no iOS4. Eu francamente tenho minhas dúvidas a cerca do que significa de fato essa multitarefa do iOS4, mas deixa pra lá.
Você aperta 2 vezes o botão do iPhone e ele “levanta” a tela de início, mostrando o que está sendo executado. Só que, como antes não havia multitarefa, as aplicações simplesmente não precisavam de um botão “fechar”.
Sabe o resultado ? Você chegará na metade do dia com um zilhão de apps rodando no fundo.
Um amigo me disse que não há problema, elas não atrapalham o desempenho do aparelho.
Olha, o iPhone é o dispositivo da Apple com o melhor processador e a maior quantidade de memória de todos até agora. E sim, ATRAPALHAM COM FORÇA. Quando chega meio dia e existem umas 10 tarefas em execução, a interface flúida, e a rapidez dos menus, viram lenda. Tudo fica mais lento, e você tem que ir na lista de tarefas apanhando o lixo (fechando as apps uma a uma).
Vantagens
Mas eu não posso ficar só metendo o pau no iPhone. É um dispositivo legal, eu que estou mal acostumado. Ele tem algumas vantagens:
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Eu fico mais bonito com ele;
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Ele tem “wow factor” – chama a atenção;
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A bateria dura, mesmo usando Twitter e Instant Messaging;
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A bateria carrega rápido;
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A tela é um sonho;
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o brilho adaptativo realmente funciona (melhor que no iPod);
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A interface é flúida (quando você mantém o número de apps rodando em background pequeno).
Acho que tá bom, né. Não vou criar uma parte para as desvantagens, tem o post inteiro pra isso.
Mas lembre-se: não compre um iPhone 4 para atrair mulheres: para isso, compre um carro importado. O máximo que você vai conseguir com um iPhone é atrair geeks / nerds e, se tiver muita sorte, uma nerd bonitinha. Mas eu já sou comprometido, então… só queria um celular que atendesse as minhas necessidades.
Quase ia esquecendo: já gastei 20 dólares em apps na App Store, *tentando* desesperadamente incluir recursos que me fazem falta. Nem sei como Steve Jobs está feliz e saltitante, muito menos como o iPhone representa 40% da receita da Apple.