2012/05/19

Nuvem: A Próxima Bolha ?

Por que as pessoas comparam o valor da informação com o valor do dinheiro ? Ambos ganham (e perdem) valor por mecanismos diferentes... isso é um nonsense sem tamanho.

Terminam usando argumentos vergonhosos, como: "por que não colocar sua informação na nuvem ? Você ainda guarda dinheiro no colchão ?" Jesus.

Uma nota de R$ 100,00 tem tanto valor quanto o nosso sistema monetário atribui e enquanto ele existir. Um grama de ouro tem seu valor gerado pela raridade do metal e pelas leis de oferta e procura. Por que você acha que, nas grandes crises mundiais e nas guerras, o valor do metal sobe tanto ?

Agora, me diga: qual o valor de um pendrive de 64GB ? R$ 200,00 no Mercado Livre ?

Provavelmente caberia dentro dele as informações mais preciosas da vida de um indivíduo nos últimos 10 anos, talvez 20. O que há de mais caro para mim, em termos de informação, talvez ocupe isso. Coloque essa informação dentro do pendrive de 64GB e nosso cenário muda.

Já tivemos a bolha das .com, bolha imobiliária, bolha financeira, bolha européia... não seu se a próxima "bolha" serà a bolha da informação, mas ela será uma das piores.

E sabe como ela será ? Desassociação da informação de meios seguros de armazenamento. Um belo dia... "puf".

Será como a queima de livros na 2a guerra, so que ao contrário: voluntariamente colocamos a info onde ela não está segura. Um dia, desaparece. Uma total transferência de responsabilidade calçada em um contrato de nível de serviços.

Não me entendam mal, não sou contra "a nuvem": sou contra o castelo de cartas que está sendo construído com ela.

Fiquem certos de uma coisa: sempre vão existir vendedores de óleo de cobra. Você sempre achará alguém afirmando que a nuvem é solução pra tudo.

2012/03/26

A Linha do Tempo.

Hoje, pela primeira vez, eu vi a linha do tempo do facebook desde o seu início.

Me chamem de ET. Eu não tinha visto que, lá no fundo, em primeiro lugar, tinha o meu nascimento.

A partir daí, é só subir: até onde a Internet consegue, reunindo aquilo que pode, sobre cada indivíduo, sem pena e com a certeza de que nunca esquecerá.

Você se dá conta disso ? Já percebeu que escreve cada ponto da sua história ? Que cada traço de cada registro seu está invariavelmente associado aos seus amigos do Facebook ou do passado Orkut, cada comentário que você um dia fez, em algum fórum jamais será esquecido por uma busca bem feita no Google?

Cada amigo que você aceita numa rede social é uma janela hoje para dentro de sua vida. Mais, em anos será o equivalente ao famoso dito popular: “diga com quem andas e direi quem és”.

Eu comprei uma AppleTV para compartilhar do meu lar e dos momentos em família. Sábia decisão de alguém que produziu-o, em vincular por padrão imagens da National Geographic. Sem dúvida uma forma elegante e linda de não permitir que a minha TV de plasma queime.

Navegando por seus menus, descobri que você pode colocar como descanso de tela, álbuns do Flickr.

Cadastrei meu usuário e tentei, por alguns minutos, escolher que álbum gostaria de compartilhar com toda a família (e quem mais adentre a minha sala de estar).

Não consegui encontrar nenhum álbum que fosse um bom resumo do que sinto. Todos registravam, de uma forma ou de outra, momentos, etapas, prazeres... até que encontrei um álbum “500 mais recentes”.

Caramba, aquilo me atingiu profundamente. Assim como a linha do tempo do Facebook, os “500 momentos mais recentes da minha vida”.

A primeira pergunta que me veio em mente... “será que vou ter vergonha de alguma coisa que passar alí?” Em seguida, um desejo: “fazer com que os 500 momentos mais recentes da minha vida sejam sempre um orgulho. “

Deixei a AppleTV configurada nesse álbum e decidi, a partir de agora, a escrever essa história com mais precisão, carinho e amor.

Aline Acioli, me acompanha ?

2011/08/31

Motorola Xoom: de stock 3.0 para 3.2 Turbinado

O negócio é o seguinte: praticamente tudo na vida está em evolução. Quando a comunidade descobre exploits que permitem hackear dispositivos como um celular ou tablet, a coisa cresce aos poucos: primeiro, descobre-se como fazer algo simples. Alguém pega aquela idéia original e aperfeiçoa.

De melhoria em melhoria, tudo vai tomando forma e se tornando mais acessível. Com as atualizações “comunitárias” para o Motorola Xoom não foi diferente. De fato, como primeiro tablet baseado em Android / Honeycomb, foi o primeiro a ser explorado.

Antes, um pouco de história e um belo disclaimer.

O Motorola Xoom foi feito para receber atualizações gratuitas. Entretanto, as versões de celulares e tablets vendidas pelas operadoras geralmente recebem “customizações”: alterações feitas por eles para que o dispositivo lhe seja entregue cheio de porcaria, crapware e coisas inúteis com a cara da operadora.

A coisa piorou quando a Google anunciou que pretende comprar a Motorola. Aí, parece que esqueceram dos Xoom WIFI+3G e seus proprietários ficaram congelados na péssima versão 3.0 inicial do honeycomb. Isso não afetou os proprietários de Xooms WIFI only, afinal, estes não passam por operadoras e receberam as atualizações sem problemas.

Eu francamente desisti de esperar. Estou habituado a alterar firmwares / ROMs dos dispositivos que possuo, desde meu Motorola V3 há mais de 6 anos.

O problema é que sempre achei fácil e sempre consegui me virar, mas no caso do Xoom, existe uma série de informações conflitantes, gente afirmando que perdeu seu dispositivo, ficou sem 3G e uma série de outros problemas, tudo causado pelo fato de que o aparelho comercializado no Brasil é… apenas para o Brasil. É óbvio que grande parte da comunidade de Modders opera com dispositivos feitos para o mercado Americano.

A nossa sorte é que o Xoom MZ605 comercializado no Brasil é praticamente idêntico ao comercializado na Europa. Foi assim que, com o tempo, começaram a surgir versões de ROMs “universais”, que funcionam para qualquer aparelho.

O problema é que não há nenhum tutorial claro sobre como sair da versão stock 3.0 para a versão 3.2 mais recente do honeycomb.

Pensando nisso, comecei a perguntar por aí em forums como eu deveria proceder para atualizar o Xoom na unha.

Na prática, a forma mais fácil é:

Configurar um PC com o Android SDK, de forma a ter as ferramentas de desenvolvimento necessárias para enviar comandos ao dispositivo;

desbloquear o dispositivo, permitindo gravar versões modificadas de partes do sistema;

Gravar um bootloader modificado, capaz de carregar outras versões de ROMs;

Através dele, gravar uma versão modificada e atualizada da ROM.

Antes de prosseguir, saiba que isso provavelmente provocará a perda da garantia do seu dispositivo e você será inteiramente responsável por qualquer coisa que venha acontecer a ele. Não me venham perguntar como fazer isso ou aquilo, como recuperar um Xoom etc etc. Para isso existem os forums.

Outro ponto importante: se você não sabe o que é um prompt de comando, um cabo USB, drivers de dispositivo, como instalar java, um SDK, usar comandos de linha etc., provavelmente este tutorial não é pra você (e não me mande mensagens perguntando como fazê-lo).

Tudo que você precisa saber está documentado no excelente XDA Developers. O problema é garimpar. O passo-a-passo abaixo é resultado justamente do que consegui garimpar e de como consegui atualizar o meu Xoom.

Vamos lá:

  1. Cadastre-se nos forums xdadevelopers.com e www.xoomforums.com. Todas as infos que você precisará estão, ou em um, ou no outro;
  2. Prepare um PC Windows 7 com o Android SDK. Para isso, siga este tutorial;
    Para testar se o ADB está funcionando, conecte seu Xoom (ligado e dentro do sistema sem a tela estar travada) ao PC, espere a instalação dos drivers, vá na pasta onde fica o adb.exe (normalmente /platform-tools) com um prompt de comando e digite o comando “adb devices” sem as aspas. Se estiver tudo OK, o comando será respondido com o número de série do seu Xoom;
  3. Coloque o seu Xoom and modo fastboot. Para isso, desligue-o. Agora, pressione volume down + power simultaneamente, até que o Xoom ligue, com uma frase “Starting Fastboot protocol support” no canto superior esquerdo;
  4. conecte-o no PC com o cabo de dados e aguarde até que os drivers sejam instalados;
  5. abra um prompt de comando na pasta /platform-tools do diretório de instalação do SDK, conforme o tutorial do ADB;
  6. digite “fastboot oem unlock” e siga as instruções na tela do Xoom. Este comando desbloqueia o Xoom para que você possa alterar trechos do seu firmware. O comando apagará todas as informações do tablet;
  7. Depois de ressetar o Xoom apertando volume up + power simultaneamente, entre no fastboot novamente. Agora, a brincadeira começará;
  8. Instale o Clockworkmod Recovery. Para isso, siga este tutorial. USE O MÉTODO 2!;
  9. No final do tutorial anterior, o último comando é o “adb reboot recovery”, que coloca o Xoom em modo de recovery dentro do Clockworkmod. Este é o ponto onde você deverá chegar para substituir a ROM do Xoom pela Tiamat 2.1 – versão modificada do honeycomb 3.2;
  10. Para continuar com o passo de update do Tiamat, siga este tutorial;
  11. Se você chegou aqui e fez tudo direitinho, seu Xoom estará desbloqueado, com acesso root e com o honeycomb 3.2 modificado (tiamat). Se você tomar gosto pela coisa, verá que existe todo um universo de possibilidades, como acessar o sistema operacional do Xoom em um nível mais baixo, fazer overclock do tablet, dentre outras coisas. Bem vindo!

Eu demorei bastante para fazer essa atualização por causa das inúmeras dúvidas que tive ao longo do caminho. Relato abaixo algumas delas:

  • Root ou não root?

Quando você começa a ler os tutoriais, você é levado a crer que o primeiro passo a ser realizado é ter acesso de root ao dispositivo. Engano. Isso não é necessário porque o clockwork mod e a própria ROM tiamat já fornecem acesso de root.

  • Nandroid backup ? O que diabos é isso ?

Quando você instala o clockwork mod, uma das coisas que ele traz é a possibilidade de fazer um backup completo da imagem do seu tablet. Você PRECISA fazer isso antes de jogar a tiamat por cima. O motivo é simples: se você quiser voltar um dia para a ROM original (por exemplo, por uma questão de garantia), basta restaurar o backup. Ele é feito no cartão MicroSD, portanto, recomendo guardá-lo.

  • Perderei o 3G ?

Não. A ROM tiamat já vem preparada para fazer o 3G funcionar mesmo no dispositivo vendido no Brasil. Isso não era verdade tempos atrás; muita gente colocou a ROM do Xoom Americano e ficou sem 3G. Importante notar que o passo a passo acima só é válido para o Xoom MZ605 (WIFI-3G Brasileiro). Se você quiser tentar em outra versão, faça-o por sua conta e risco. Não recomendo.

  • Depois de atualizar, durante o boot o logo da Motorola “treme”. Meu Deus quebrei meu Xoom!

Na verdade esse é um efeito colateral documentado. Não consegui encontrar uma explicação para isso, mas em nada afeta o aparelho.

2011/06/30

Home Theater Wannabe: A Saga do Padrão Perdido

Eu vou começar esse post chutando logo o pau da barraca: hoje em dia, fazer uma configuração de home theater na unha é tão fácil e óbvio quanto chegar ao topo do Everest. É algo que pode facilmente separar homens de meninos, ou nerds wannabes de um nivel 5. E olha, ainda não é o suficiente: adicione uma boa e generosa dose de saco e paciência… e pensar que anos atrás o complicado era manipular dois tipos de conectores: RCA e P2.

Inclua na definição de “fazer uma configuração de home theater” qualquer setup que lhe permita ter um PC / Notebook, DVD, blueray, som, telas LCD / LED / Plasma e etc, conectados entre si e funcionando como algo *quase* integrado.

Meu Pai foi curtir a vida durante 2 semanas na Europa. Em casa sozinho, resolvi fazer tudo que o incomodaria diante de sua presença. Aquele upgrade de memória do PC dele há tempos prometido, limpeza dos PCs, arrumação da casa, etc.

Pensando nisso, conclui: por que nao aproveitar o tempo para por em prática o velho plano de adaptar aquela TV LCD de 32”, que quase nao é ligada, como terceiro monitor do meu desktop ?

O desktop atual é uma máquina montada, baseada numa placa Asus P5E3 Deluxe Wifi, com 8 GB de RAM e um Intel Core 2 Quad Q9550, rodando com uns 20% de overclock.

A placa de video é uma Saphire / ATI Radeon 5870 com 2 GB DDR5. Ela vem nativamente com 2 saídas DVI, 1 HDMI e 1 DisplayPort.

As duas saídas DVI estavam ocupadas por dois monitores LCD LG W2243 (21,5” pol, FullHD) e, desde a montagem deste rig, que tinha a intenção de colocar uma tela flatscreen (uma TV) de 32” associada (para ver filmes, séries, etc.).

Entretanto, me faltavam alguns recursos como homem/hora e paciência para iniciar o projeto. Com a viagem, arrumei o tempo (em outras palavras, dormi menos).

A primeira dificuldade foi arrumar um suporte para a TV, que não ficaria em cima de uma mesa ou colada na parece mas em cima dos monitores atuais. Ou fazia isso através de um suporte fixo no teto ou no chão.IMGP8009

Após procurar muito, achei um suporte móvel para a TV, permitindo-me colocá-la atrás (e acima) dos monitores atuais. Ela já funcionava na sala, eventualmente conectada ao notebook via HDMI, sem problemas.

Veja o suporte ao lado.

Montei o circo, peguei o cabo HDMI, pluguei diretamente na placa de vídeo do PC e… sem imagem.

Cabo com mau contato ? Sim. O conector HDMI é fresco de nascença. Cabo HDMI com 5 metros ? Fuja. Quanto maior, maior a probabilidade do sinal chegar fraco na ponta e nada aparecer na tela.

Primeiro prejuízo: trocar o cabo HDMI por um menor.

Mexi pra lá, pra cá, ressetei a BIOS do PC e, finalmente, a tela acendeu. Misteriosamente, o PC colocou justamente a TV como tela primária.

Ao entrar no Windows, o primeiro monitor LCD original voltou a sê-lo. Entretanto, a TV apagou. Dentro das definições de resolução do Windows 7, lá estava a TV desativada, mas ao clicar na opção de extender o desktop e tentar aplicar, aparecia uma mensagem de erro atestando que a configuração não poderia ser salva.

Depois de futucar muito no Google, descobri que, infelizmente, a segunda porta DVI divide o sinal com a HDMI e tem precedência sobre ela. A única forma de ter 3 ou mais telas conectadas numa Radeon que suporte este tipo de configuração é através da DisplayPort.

Segundo prejuízo: cabo HDMI de 3 metros.

Para minha sorte, achei o adaptador facilmente na InfoHouse. O problema é que, assim como os dois monitores LG W2243, a entrada para PC da TV é DB15 analógico, mas o adaptador DisplayPort é DVI-D do lado do monitor.

Pensei: comprar um adaptador DVI –> DB15 analógico, um cabo de monitor com 3 metros e pronto.

Logo quando tentei encaixar o adaptador DVI –> DB15 no DisplayPort –> DVI, percebi que este último possui 4 pinos a menos. Não encaixa!

Achei inicialmente que estava com um adaptador DisplayPort defeituoso. Mas ao procurar imagens de outros adaptadores na Internet, percebi que *todos eles* tem estes quatro pinos a menos.

Claro que peguei um alicate e arranquei os pinos “excedentes”, do lado DVI do adaptador DVI –> DB15 analógico.

IMGP8012Veja na imagem a diferença entre os conectores. Da esquerda pra direita: conector DVI do adaptador para DB15; conector DVI o cabo DVI –> HDMI; conector DVI do adaptador Displayport.

É óbvio, também, que essa gambiarra não poderia funcionar.

Terceiro e quarto prejuízos: adaptador DVI –> DB15 e cabo e monitor analógico.

Foi quando comecei a fazer um exercício de lógica. Até onde sei, o padrão DVI é digital. O padrão legado para monitores que usam portas DB15 é analógico. Então, como pode um monitor com conector DB15 e sinalização analógica, funcionar numa placa de vídeo com conector DVI e sinalização digital simplesmente através de um adaptador passivo ?

Simples. Me parece que, para manter compatibilidade entre placas de vídeo novas e monitores antigos, as placas de vídeo “mudam” a sua sinalização / saída para analógico quando você conecta um monitor analógico via conversor DVI –> DB15. É por isso que o conector DVI – DB15, do lado DVI, é diferente do conector DVI do adaptador DisplayPort.

Este último, por sinal, deve ser projetado apenas para transmitir o sinal digitalmente.

A situação ficou mais clara quando eu vi à venda, em uma loja local (Controle Remoto), um cabo de 3 metros com um conector HDMI numa ponta e um DVI na outra. Neste caso, o conector DVI *não* tem os 4 pinos adicionais do conversor DVI –> DB15 analógico, e encaixa perfeitamente no adaptador DisplayPort.

Imagino que seja assim porque o sinal é totalmente digital e essa foi a forma (os 4 pinos de diferença) que os projetistas iniciais usaram para diferenciar uma coisa da outra.

Com todos os elementos em mãos (finalmente), o setup foi plug-and-play: Placa de vídeo –> adaptador DisplayPort / DVI –> cabo DVI / HDMI –> TV.

Ao conectar o cabo no PC, o sistema automagicamente reconheceu a terceira tela e me permitiu extender o desktop.IMGP8008

O resultado foi esse da imagem ao lado.

A que conclusões eu cheguei ? Que existem padrões proprietários, de fato e de feto.

Padrão proprietário é aquele que só é padrão para o fabricante que o criou. Produtos com este padrão só funcionarão com outros produtos do mesmo fabricante.

Padrão de fato é um padrão proprietário evoluído: ele nasceu proprietário mas se tornou tão comum e tão divulgado que o mercado (e outros fabricantes) passaram a adotá-lo.

Por último, o padrão de feto é aquele que nasce de um grupo independente (muitas vezes formados por vários fabricantes de comum acordo e com a intenção de desenvolver o padrão corretamente) e, supostamente, deveria ser o padão de fato, mas raramente é.

2011/05/16

O Caminho de Volta, Parte 2

3 dias atrás, e lá estava ele, em minhas mãos.

Mas vamos por partes.

Acessei o tracking dos Correios e vi que o Xoom tinha saido para entrega. Ainda estava no trabalho; por que não tentar vender o iPad aqui mesmo ?

Nunca pensei que fosse tão fácil vendê-lo. E vendi bem. Tudo bem, eu cuido das minhas coisas, e a primeira ação desempenhada por mim, ao receber o iPad, foi colocá-lo dentro de uma capa. Ou seja, ele não tinha um arranhão sequer.

E lá foi ele para as mãos do seu novo proprietário, todos os acessórios embalados na caixa original. Deu pena, quase me arrependi: mas a pena passou rápido.

Voltei pra casa.

Apesar da maior resolução (1280x800), ele parece menor (mas não é)e mais pesado. Descobri que a razão do peso são duas baterias de 3250 mAh que, apesar da CPU dual core de 1 GHz, lhe garante a mesma autonomia de um iPad.MOTOROLA-XOOM-with-WiFi-Tech-Spec-US-EN

Os botões normalmente encontrados em versões anteriores de Android não existem no Xoom: você encontrará apenas o botão de power atrás e o volume na lateral.

Liguei a criança e fiz o setup do tablet. ao contrário do mundo Apple, você consegue, em poucos segundos, ter um dispositivo funcional nas mãos, sem a necessidade de conectá-lo a um PC. De fato, A filosofia aqui é ser independente de um PC, e não o contrário.

Para usuários Apple, este será o primeiro choque: não há iTunes, nem nada parecido, por padrão. Conectar o Xoom no PC lhe dará acesso a árvore de arquivos do dispositivo, nada além disso. colocar arquivos dentro dele é tão fácil quanto mexer em um pendrive. Quando digo isso, me refiro a quaisquer documentos que você deseje colocar nele – incluindo músicas ou vídeos.

Abrir documentos no próprio tablet utiliza a mesma filosofia: Apps no honeycomb enxergam a árvore de diretórios, e você procurará o conteúdo da mesma forma que procura por um documento no seu PC. Ou seja, aqui não existe a limitação dos Apps em iDevices, que só enxergam a sua infra-estrutura de arquivos, e nada mais. Você pode facilmente abrir um arquivo no QuickOffice, salvá-lo, e apresentá-lo no Documents to Go, se assim desejar.

Durante o setup, você deve informar uma conta Google, onde o Android salvará todas as suas informações. Sim, todas, por padrão, dos seus contatos, agenda, configurações, até as apps que você baixar do Android Market. Ou seja, não há perigo em conectar o seu tablet em outro PC e acabar com tudo removido.

Não sei se já está claro a essa altura, mas a abordagem da Google ao tema “dispositivos móveis” é completamente diferente da Apple. Portanto, comparações são difíceis e geralmente sucintam debates acirrados. No mundo Apple, aplicativos são estritamente controlados; no mundo Android, basicamente não há controle.

Um exemplo típico, que serve tanto para ilustrar a abertura da plataforma quanto a diferença de abordagem: se você estiver com saudades do iTunes, existem apps no Android Market que sincronizam o conteúdo do seu iTunes com o seu dispositivo Android. Aliás, existem apps que fazem isso via Wifi. Recurso semelhante no Ipad ? Faça jailbreak. É possível inclusive achar facilmente apps no Android Market para quem tem acesso root ao seu dispositivo Android (algo similar ao jailbreak do mundo Apple).

imagesComo já falei um monte de vezes, eu bem que tentei me adaptar ao mundo Apple. Gastei uma grana razoável nessa tentativa, mas não deu certo pra mim. Vejo que o casamento dá certo sim, para milhões de pessoas, o que faz eu me sentir um completo ET. Mas eu acredito que o mercado está mudando. Em termos práticos, enquanto a minha experiência com o o mundo Apple foi se deteriorando, a experiência com o mundo Android vem se tornando melhor a cada dia, desde o meu Desire Z.

A minha afirmação acima foi, inclusive, coroada com um presente: comprei o Xoom praticamente no mesmo dia em que a Google lançou o Android 3.1, versão nova do sistema Honecomb, que está sendo distribuído gratuitamente a todos os proprietários via uma espécie de FOTA ou rede, automaticamente. Se você, feito eu, ainda não recebeu a atualização, e só ter um pouco de paciência.

A quantidade de novas features e melhorias no sistema é enorme: este vídeo mostra de forma resumida o que você receberá. Tem coisa bem interessante, como a habilidade de ligar qualquer dispositivo de entrada (ex. mouse, teclado) na porta USB do Xoom e usá-lo como em um PC, ou o suporte nativo a joysticks.

Eu falei tanto e terminei sem falar do tablet em si. Francamente, não há como descrever a experiência, principalmente em um mundo dominado por iDevices. A melhor forma de descobrir o que o Android 3.1 traz pra você é usar um. Se você é apaixonado pelo seu iPad e quer saber como é um tablet baseado em Honeycomb, tente usar um, vá a uma loja. Não leia reviews, não seja indulgente, seja exigente até: faça questão de fazer um testdrive em uma loja de gadgets perto de você.

Como disse antes, em uma frase: depois de usar o Xoom, meu iPad perdeu completamente a graça, e ficou bem parecido com um brinquedo, algo mais semelhante a um “amusement” do que algo atribuído de utilidade.

Se você é adepto do jailbreak, você pode fazer o rooting do seu Xoom, da mesma forma. Há inclusive toda uma comunidade envolvida com ROMs customizadas e alteradas, que permitem overclock e features impossíveis em qualquer tablet.

Falei que o Xoom tem Adobe Flash nativo ? Tem suporte a cartão MicroSD de até 32GB ? Câmera frontal e traseira, flash de LED, suportará rede 4G, o dobro da memória do iPad2, tem saída HDMI nativa, reconhecimento de voz e som stéreo (maravilhoso) ?

Antes que eu esqueça: se você tentar obter seu Xoom lá fora, tome cuidado: existem diversas versões deste tablet, notadamente, MZ601 a MZ605. Dependendo da versão, ele será WIFI apenas ou WIFI + 3G, com diferentes frequências para a rede 3G. Isso pode ser um problema enorme: imagine comprar o MZ603, que só funciona 3G a 2100 MHz. Esqueça colocar um SIM da Claro e usá-lo no Nordeste.

Portanto, a melhor pedida é o modelo MZ605, que é, basicamente, universal (quadband). Você pode recorrer às operadoras (Vivo e Claro anunciaram a disponibilidade, mas na prática, ainda não tem o dispositivo na maior parte de suas lojas – você encontrará apenas no eixo Rio-SP), ou a lojas como a Saraiva, que recentemente anunciou o modelo 3G. Para minha surpresa, o MZ605 da Vivo que comprei veio desbloqueado. Estou usando ele com um SIM da Claro.

2011/05/13

o Xoom Chegou

Sabe aquele cara do Mercado Livre que mencionei no post anterior ? Pois é, não só o cara e super gente fina, como honesto e ágil. Comprei o Xoom a ele (pode me chamar de louco) na quarta, e ontem à tarde estava na minha casa.

O relato vem em breve, mas preciso dizer isso antes que eu exploda: Apple / iDevices NUNCA MAIS.

2011/05/11

O Caminho de Volta, Parte 1

Exatamente há um ano, eu entrei pro mundo dos macfags. Tá, nem tanto: eu comprei meu primeiro dispositivo da Apple, um lindo iPod Touch 64 (3a Geração).

Tem sido uma relação proveitosa, uma troca interessante. Mas o que tive de boas impressões com ele, me convenceu a descer mais na toca do coelho: comprei um iPhone 4 e um iPad.

Foi aí que a coisa desandou.

O iPod Touch tem uma gama de propósitos limitada. A função dele é música, vídeo (multimídia em geral) e Internet. E, para isso, ele se sai muito bem, exceto pela questão dos metadados mencionada no post anterior. Se você quer usá-lo como leitor de documentos, ele funciona… mas ele não foi projetado para ter um repositório de dados (arquivos, documentos) sincronizado com seu PC.

O segundo da lista foi o iPhone. Como usuário de longa data viciado em smartphones, lembro que o último celular que tive, que não se encaixava nessa lista, foi um Motorola V3 (e olha que ele coexistia com um smartphone).

Isto quer dizer que eu sou acostumado a usar um smartphone, e gostaria de obter de um aquilo que estou habituado a usar desde o século passado, nada menos do que o disponível em um symbian, Android ou até Windows Mobile.

Aí, diante do iPhone 4, me vejo obrigado a fazer jailbreak. Sim, porque o iOS não permite usar aplicações legais como o iBlacklist, Cylay, iDOS, iDNS, xDrive, Auto3G, MyWi, LockInfo, SBSettings, isso para não mencionar toda uma gama de aplicações console, uma vez tendo acesso ao terminal.

Tudo bem, faça o jailbreak, dizem. Primeiro, jailbreak não é algo suportado. Segundo, viver de jailbreak é como correr atrás do próprio rabo: sai uma versão nova de iOS, temos que esperar semanas, talvez meses, para sair um novo jailbreak. Terceiro, a Apple detesta isso, e faz de tudo para sacanear a comunidade que vive de jailbreaking. Mencionei que o seu iDevice fica instável e com menos memória ?

Pois é.

Quando comprei o iPad, fiquei maravilhado: ele muda completamente a forma com a qual você acessa informação, principalmente se você deseja se manter atualizado sobre notícias. Mas aí, a mão voltou a coçar, e me vi, novamente, querendo usar no iPad ferramentas só disponíveis após jailbreak.

Que fique claro: o jailbreak no iPad é razoavelmente estável (ao contrário do iPhone, que fecha o springboard o tempo todo, reiniciando-o em modo de segurança), exceto pelo fato de que ele fica completamente sem memória.

Após jailbreaking (considerando o iOS 4.2.1, versão que uso atualmente – apesar de ter ouvido / lido relatos de que com o 4.3.3 a situação é pior ainda, motivo pelo qual não atualizei), seu iPad fica com 80MB de memória livre. Isso não é suficiente para rodar apps mais pesadas, como DocsToGo ou o Flud, dois exemplos que personificam totalmente o que espero de um Pad. Resultado: ou o App não abre, ou fecha com poucos segundos.

Enfim.

Eu tenho um HTC Desire Z, um excelente aparelho baseado em Android. Infelizmente, ele está na assistência, com o speakerphone queimado. Foi meu primeiro aparelho Android. Gostei da plataforma, e comprei um Motorola Milestone 2 para substitui-lo temporariamente.

Com a saída do Honeycomb, fiquei bastante interessado, como alternativa à hegemonia da Apple no mercado de pads. Se no celular o Android atende muito bem, por que não atenderia nos pads ?

Depois de ler milhões de reviews desfavoráveis, fiquei reticente em vender o iPad e comprar um Motorola Xoom. Só que há algo em comum a todos estes reviews: eles são categóricos ao afirmar que o problema do Xoom é a maturidade do Honeycomb. Vale salientar que ontem (dia 10/05) saiu a versão 3.1 do Honeycomb, obviamente adicionando diversas features e eliminando muitos bugs conhecidos.

Eu tive a oportunidade de ir na Saraiva experimentar um Xoom WIFI. Eu francamente fiquei impressionado. Não só ele tem todas as apps que preciso (apesar de, no geral, ter pouquíssimas), como sua interface e altamente customizável. Me chame de louco, mas achei ele mais “sexy” do que o iPad. O Honeycomb pode não estar pronto, mas ficou claro pra mim a intenção do Google em fazer um SO para pads com jeito de gente grande.

Pois é, depois de usar o Xoom, o meu iPad ficou parecendo um brinquedo.

Aí, me deparo com um problema: como conseguir um Xoom ? Você acha que por as mãos em um iPad 2 é dificil ? Think again.

A Motorola fez a maior besteira de sua vida: lançou o Motorola Xoom versão WIFI primeiro, e esqueceu que quem oferece penetração de mercado são as operadoras de telefonia.

O mais engraçado é a Claro afirmar que tem o Xoom exclusivamente e a Vivo vendendo ele no eixo Rio-SP. Imagino que essa limitação regional se deve à falta do produto: e eu aqui, em Recife, querendo um.

Eu até achei um cara no Mercado Livre vendendo o Xoom da Vivo, e adicionando módicos R$ 400,00 ao valor (até onde sei, ele sai por R$ 2.100,00 na operadora).

vou concluir esse post aqui. Não é um fim prematuro: pretendo fazer outro post com um review de um Xoom, por um usuário que deu o braço a torcer, experimentou o mundo Apple e se arrependeu.

2011/05/10

Emprego Ameaçado

  • Se todo mundo recebe cartôes de visita, menos você;
  • Se todo mundo recebe crachá novo, menos você;
  • Se seus créditos do celular da empresa estão diminuindo sem explicação;
  • Se seu ticket refeição tem menos dinheiro do que o do seu companheiro de trabalho;
  • Se o seu email da empresa está retornando mensagens misteriosamente;
  • Se você é excluido das reuniôes;
  • Se ninguém avisa a você onde a turma do trabalho vai almoçar na sexta;
  • Se seu chefe começou a visitar seus clientes com frequência;
  • Se o posto onde você abastece pela empresa perdeu o registro da sua placa;
  • Se seu crachá deixou de funcionar na portaria do prédio;
  • Se a mídia especializada afirma que o seu setor está mal, e sua empresa em vias de ser comprada (pra não falir)…

Atualize seu currículo e envie para quem você conhece. Você tem aproximadamente até o final do mês para arrumar outro emprego. Espero que o mês esteja no início! Boa sorte!

2010/10/16

Graus de Nerdisse

Eu coloquei eles um a um no twitter, mas a anta aqui deveria ter pensado que um post seria mais interessante, doh! Era só postar o link depois.
Enfim.
Graus de nerdisse: 0 (se cair de quatro, não levanta) a 5 (cientista de foguetes do JPL - se não sabe o que é JPL, não pode passar do nível 3).
  1. Nível 1: só sabe o trivial, como gravar um contato na agenda do celular ou colocar mp3 em um pendrive;
  2. Nível 2: sabe usar um computador. Mas só usar, e pede ajuda, muitas vezes, a nerds de castas superiores. Usa tecnologia, mas precisa de ajuda;
  3. Nível 3: usa toda a tecnologia a sua volta sem ajuda. Gosta de ficção e até entende TBBT. Não teria problema pra instalar um programa novo;
  4. Nível 4: já é chamado de Nerd (e tem orgulho). Ama e trabalha com TI, futuca tudo, programa, tem diversos gadgets; é a referência da turma;
  5. Nível 5: o mais fácil de definir: é tão nerd q está rico por causa disso (ou então é um cientista enfiado em algum laboratório). Tem patentes no seu nome, ou seu nome em alguma patente (nós sabemos que o subtipo do nível 5, que está enfiado em laboratórios, geralmente não é ambicioso);
Nível 10: além de fazer tudo o que todos os níveis fazem ou têm, consegue escrever uma expressão regular complexa, que funciona de primeira. Embreagado.

2010/10/08

A Maçã que Apodreça

Antes de começar a ler, um recado para os hardcore Apple fanboys whatever:
Pare aqui.
Na boa, vá ler outro post em outro blog… ou tome um lexotan, e volte em 30 minutos. Náo vou liberar #mimimi nos comments muito menos trollagem, combinado ?
As minhas opiniões aqui não são de uma pessoa que “ouviu dizer”. São de alguém que comprou com seu dinheiro suadinho cada dispositivo e gadget que usa / usou, e, principalmente, gosta de cada centavo.
Isso posto…
Tudo começou meses atrás, quando passei a fazer mais exercícios aeróbicos do que de costume. Alguns dias, passava cerca de 1 hora e meia em cima de uma esteira, transport ou bicicleta, sem muita coisa a fazer, a não ser suar.
A idéia foi comprar algum dispositivo que me permitisse ver filmes ou séries onde estivesse. A decisão natural foi escolher um iPod Touch, afinal, apesar de historicamente não achar a política da Apple para seus produtos muito atrativa, para isso o iPod deveria prestar.
E prestou. Comprei um iPod Touch 64GB. Um excelente dispositivo para ouvir músicas e ver <sic> filmes e séries. “sic” sim! Estou acostumado a usar dispositivos que fazem o que eu quero, e não o contrário. E olha que nem mencionei o iTunes, mas isso foi motivo de outros posts aí embaixo.
Ele faz o que quer com suas mídias, sem contar que cada arquivo de vídeo tem que ser convertido, obviamente, por uma aplicação third party. Recomendo o handbrake por sinal. Detalhes em seus respectivos posts.
Eu não tenho nenhuma pretensão de futucar no coitado do iPod como faço com meus celulares Windows Mobile. Comprei algo para usar conforme o fabricante quer que seus doutrinados usuários (clientes!) usem.
Mas com o iPhone é diferente. Ele tem a responsabilidade de substituir o melhor celular que já tive, um HTC HD2 (comprado um ano atrás), que está com problemas porque o seu dono sentou em cima. A tela está com mau contato, e um aparelho que às vezes não mostra nada na tela e fica travando… não me serve.
Como não há grandes novidades no mundo Windows Mobile, exceto o Windows 7, que ainda não é mainstream, escolhi entre Android e iPhone.
A escolha foi fácil: Android ainda é novo, e requer muita “futucagem” pra ficar decente. Já o iPhone 4… bem, não é possível que o celular mais vendido e usado no mundo seja tão ruim assim. Lá vou eu, pensando na piada do monge que afirma que “se milhões de moscas comem bosta”
… entrei na fila da Vivo. Tinha alguns milhares de bônus e um plano, que deixaram o iPhone 4 com um valor atrativo. 2 semanas depois (04/10), recebo uma educada ligação da loja, avisando sobre a chegada do aparelho. Verdade seja dita, foi a única operadora que me tratou como gente.
Comprei, carreguei, instalei o FDP do iTunes no notebook, justamente pra não misturar com o iTunes do PC (desktop de casa), que é a base do iPod Touch 64.
Sim, eu já tinha aprendido que o iTunes esculhamba suas músicas, sem contar que só sincroniza com o mesmo PC. “Que merda”, pensei, lembrando do ActiveSync, que pode ser instalado em 1328097463847092653429874 PCs diferentes e manterá seu celular em sincronismo, onde quer que seja.
Bem, a partir de agora, vou separar meu relato em tópicos, para que você não durma. Já me disseram que textos grandes as pessoas não lêem, mas enfim, o nome do blog é politicamente *incorreto*, e não o contrário.
Interface
A Apple tem uma abordagem histórica de manter tudo fechado, longe da possibilidade de seus usuários modificarem profundamente a interface de seus dispositivos. Ao contrário da Apple, a Microsoft desenvolveu uma plataforma incrivelmente aberta, com uma interface chinfrim, e deixou nas mãos dos usuários e fabricantes de aparelhos, a difícil tarefa de criar algo bonito e interessante. Só a HTC fez isso até hoje.
Nenhuma abordagem imho está correta, mas um híbrido das duas. É claro que penso assim porque me considero um power user. O usuário que só quer o bê-a-bá, ficará plenamente satisfeito com o que receber. De fato, há exceções em tudo: ao comprar meu iPhone 4, tinha uma *jumenta* do meu lado, dando um esporro no coitado do funcionário da Vivo, porque ela não conseguia usar o seu 3GS (digo, funções básicas como discar ou armazenar um contato). Juro que procurei orelhas grandes e um rabo pendurado.
htc-hd2-T8585-reviewMinha revolta começou ao tentar colocar na tela de início, atalhos para contatos. Não dá. Tentei descobrir como colocar funções do aparelho (por exemplo, toggles para ligar e desligar o WIFI, o Bluetooth, etc.) como atalhos na tela de início. Não dá. Você tem que abrir as Configs, ir no menu adequado e pressionar a função.
Ah, será que consigo colocar ícones de notificação ou atalho para tarefas ? I wish.
E pensar que, no meu Windows Mobile, tem uma aplicação que, dependendo de sua localização, liga ou desliga o WIFI automaticamente (…).
favoritesDepois foi a vez dos Favoritos. A função de favoritos do iPhone é “soberba”: uma lista de nomes. Como é ? Além de não poder colocar contatos como ícones na área de trabalho, tudo o que tenho como favoritos é uma listinha medíocre ?
*Reza um pai nosso*. E olha que sou agnóstico.
Fui até chamado de newbie porque achavam que eu queria colocar um bookmark de um site na tela de início. Ah! <só> Isso o iPhone deixa. Lembrei do Windows Mobile que, não só permite isso, como atualiza o ícone automaticamente, se o site mudar a cara.
Programas
Meu HTC HD2 tem um cartão de 8GB. Tenho um programinha que espelha o conteúdo de algumas pastas de meu note neste cartão e vice-versa. Mantenho sincronizado vários arquivos do trabalho, planilhas, documentos, datasheets, enfim, coisas que uso no meu  dia-a-dia.
A merda já começa pelo fato do iPhone não ter cartão.
Quando comecei a entender que não há forma de fazer isso com o iPhone, a merda virou boné. Lá vou eu, catar na App Store alguma aplicação que faça algo remotamente parecido. Achei o Dropbox. Espaço limitado em 2GB, sem sincronismo. Ah, meus pacovás.
Mas a graça mesmo começa ao tentar abrir os arquivos. PDF ? Ok. Office quem ? Pois é. Quer editar arquivos do Office ? Compre mais um aplicativo para isso. Lembrei da época do Documents to Go nos meus Symbian.
Comecei a chegar a conclusão de que a App Store só tem programa inútil, client de twitter, joguinhos e apps de portais de notícias. Ah, tem muita app para escutar rádios também. O resto, se expremer, não dá um copo de 200ml.
Algumas das coisas que eu gostaria de ver por padrão no aparelho ou na App Store (e que sim, tenho no meu HTC):
  • Um programa que transforme meu celular em um access point, compartilhando a internet 3G dele via seu WIFI;
  • Um programa que permita associar ringtones a um grupo de contatos (menção honrosa mais adiante);
  • Um programa para ler e editar arquivos do office (gente, office é o padrão para documentos no mundo inteiro… não há argumentos contra aqui);
  • Um gerenciador de arquivos que permita manipulá-los;
  • Algo que permita gravar ligações;
  • Um programa que coloque na agenda todas as ligações feitas, recebidas e perdidas, com data, hora, número, etc;
  • Um programa que permita fazer screening das ligações (para aceitar ou rejeitar ligações automaticamente, via blacklist ou, por exemplo, rejeitar ligações privadas sem olhar para o aparelho);
  • Tem mais coisas, mas cansei.
Grupos de Contatos
Desde o meu Nokia 6120, praticamente todos os celulares eram capazes de agrupar os contatos em categorias ou grupos, e, também, associar toques para cada grupo. Assim, pelo toque, você sabe se é do trabalho, de casa, a namorada ou o telemarketing. Menção honrosa para o Nokia 7110 e para o Motorola V3, que faziam isso 10 anos atrás (ou 6, no caso do V3). Que saudade.
No iPhone, o sincronismo de contatos não leva as suas categorias. Quer assinalar toques diferentes para seus contatos ? Faça um a um.
Não. Putaquepariufutebolclubeinternacionaldaterceiradivisão.
Mantenho minha lista de contatos há 10 anos. São mais de 1400 contatos organizados, a maioria com fotos.
categorias-outlook
Acho que, de lá pra cá, o único aparelho que tive que não sincronizava as categorias como grupos foi um Sony Ericsson T68. Gente, um T68 !!! O primeiro celular GSM com suporte a MMS. Até meu Nokia 7110 de 1999 fazia isso!
O problema sou eu, que usa Outlook, o programa de email mais usado no *mundo* ? Então tem outro jeito pra resolver isso, como sincronizar com os grupos do GMail ? Sim, porque eu sincronizo meu Outlook com uma conta do GMail, isso não seria problema. Mas não dá, também.
Ringtones / Toques
Desde que inventaram de permitir toques em MP3 nos celulares, que eu choro ou com a presença de espírito ou com a cafonisse das pessoas.
Eu acho tão legal isso que até produzo meus próprios toques. Alguns deles repasso a amigos, e  já ouvi celulares de desconhecidos tocando alguns deles. Da última vez que contei, tinha mais de 100 toques realmente “utilizáveis”, e desde o meu V3, uso toques MP3 muito bem.
Mas a Apple tinha que inovar: se quiser, pague por eles. Ah VTNC. Ainda bem que descobri que, se você setar ele para 30 segundos ou menos, converter o arquivo para AAC e renomeá-lo para .m4r, você engana o iTunes, que permitirá a sua importação.
Tinha que ser difícil né, não podia ser feito no WM, onde você define qualquer coisa “MP3” como toque.
Mas melhora, gente: além de não poder definir toques em grupos, e ter que editar contato a contato, você não pode mudar toques de sistema, como o alerta de novo email, novo twitter, ou novo SMS. Você *têm que morrer* com as opções padrão super legais.
Multitarefa
Ah! A multitarefa. Desde o meu Nokia N90 que sei o que é isso, mas a Apple achava inútil e só resolveu incorporar agora, no iOS4. Eu francamente tenho minhas dúvidas a cerca do que significa de fato essa multitarefa do iOS4, mas deixa pra lá.
Você aperta 2 vezes o botão do iPhone e ele “levanta” a tela de início, mostrando o que está sendo executado. Só que, como antes não havia multitarefa, as aplicações simplesmente não precisavam de um botão “fechar”.
Sabe o resultado ? Você chegará na metade do dia com um zilhão de apps rodando no fundo.
Um amigo me disse que não há problema, elas não atrapalham o desempenho do aparelho.
Olha, o iPhone é o dispositivo da Apple com o melhor processador e a maior quantidade de memória de todos até agora. E sim, ATRAPALHAM COM FORÇA. Quando chega meio dia e existem umas 10 tarefas em execução, a interface flúida, e a rapidez dos menus, viram lenda. Tudo fica mais lento, e você tem que ir na lista de tarefas apanhando o lixo (fechando as apps uma a uma).
Vantagens
Mas eu não posso ficar só metendo o pau no iPhone. É um dispositivo legal, eu que estou mal acostumado. Ele tem algumas vantagens:
  • Eu fico mais bonito com ele;
  • Ele tem “wow factor” – chama a atenção;
  • A bateria dura, mesmo usando Twitter e Instant Messaging;
  • A bateria carrega rápido;
  • A tela é um sonho;
  • o brilho adaptativo realmente funciona (melhor que no iPod);
  • A interface é flúida (quando você mantém o número de apps rodando em background pequeno).
Acho que tá bom, né. Não vou criar uma parte para as desvantagens, tem o post inteiro pra isso.
Mas lembre-se: não compre um iPhone 4 para atrair mulheres: para isso, compre um carro importado. O máximo que você vai conseguir com um iPhone é atrair geeks / nerds e, se tiver muita sorte, uma nerd bonitinha. Mas eu já sou comprometido, então… só queria um celular que atendesse as minhas necessidades.
Quase ia esquecendo: já gastei 20 dólares em apps na App Store, *tentando* desesperadamente incluir recursos que me fazem falta. Nem sei como Steve Jobs está feliz e saltitante, muito menos como o iPhone representa 40% da receita da Apple.

2010/06/07

Mudanças

Eu escrevi esse texto meses atrás. Lendo agora, achei uma porcaria. Mas vou postar assim mesmo, ninguém lê esse blog mesmo…

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As pessoas mudam. Sem entrar no mérito do físico ou da personalidade, ou nos diversos graus de dificuldade envolvidos, mudar é fato.

Tudo começou em meados de 1996. Naquele ano, minha vida mudou profundamente, no que diz respeito aos meus hábitos diários. Foi o ano em que comecei a trabalhar de forma mais “dedicada” (pra não dizer loucamente), e foi também quando me casei. De uma vida razoavelmente ativa, passei para um hábito sedentário, com uma jornada de trabalho que beirava 12 horas diárias.

Em 6 anos, pulei dos 90 quilos para 120. Em 2001, fui vítima da famosa bolha das pontocom, e a empresa de tecnologia onde trabalhava fechou suas operações em todo o mundo.

Foi quando me vi desempregado, entrando rapidamente em um quadro depressivo. Em 2003, já pesava 140 Kg, e passei cerca de 1 ano oscilando entre 130 e 145 Kg.

Meus hábitos alimentares eram péssimos. Eu comia muito, e comia errado. Uma refeição típica continha massa e muita gordura. Restaurantes no peso ? Não comia menos de um quilo. Para piorar, praticamente não bebia água, apenas refrigerantes, fumava 3 carteiras de cigarro por dia e comia compulsivamente.

Era um quadro sério de auto destruição que eu não percebia. Estava me matando.

Numa tarde em casa, em 2004, senti uma “dor de barriga” insuportável. Fui socorrido para uma emergência, onde a dor só piorava. No ultrasom, foi detectado dentro do meu rim algo estranho, que não podia ser diagnosticado ali.

Lembro das palavras da médica: “eu realmente não sei o que você tem no rim esquerdo. Você precisa fazer uma tomo para diagnosticar isso. Entretanto, eu posso afirmar que o seu fígado está dentro de uma cápsula de gordura”.

Eu tinha um abscesso dentro do rim. Passei duas semanas internado e com uma sonda, mas a história que me preocupava era a do fígado. Aquilo mudou a minha vida, e, a partir daquele momento, passei a ver outra pessoa diante do espelho: um indivíduo caminhando para a destruição. Passei a me ver com 140 Kg, e com diversos problemas de saúde. Eu precisava me cuidar.

A partir daí, tudo mudou novamente. Só que, desta vez, para melhor. Uma simples mudança de hábitos alimentares mostrou resultados na primeira semana, e ver resultados é fundamental, principalmente no ínicio.

Troquei o quilo e meio de gordura e massa por algo equivalente e mais saudável. A idéia era simples e não era comer menos, mas comer melhor, reduzindo gorduras e massa por saladas e comidas mais leves. Em duas semanas já comia menos, e melhor. O fato é que eu mantinha minha vida sedentária, mas a mudança alimentar provocou a perda de 3 quilos em média por mês. No final de 2005, já pesava 91,4 quilos, e fumava um cigarro por dia.

Apesar da dieta, minhas taxas ainda estavam alteradas. Foi quando me separei e mudei de emprego, e comecei a pensar mais em qualidade de vida. Iniciei um acompanhamento médico, que incluía cardiologista e psicoterapia. Comecei a caminhar na praia nos dias úteis, cerca de hora.

Os resultados foram imediatos: em pouco tempo, minhas taxas voltaram ao normal. Entretanto, apenas caminhar na praia não fazia eu me sentir bem fisicamente: eu precisava de mais. Passei, a partir daí, a encarar a saúde como algo realmente sério. Estava entrando nos “trinta” e não podia perder tempo. Parei de fumar.

Iniciei um acompanhamento com uma nutricionista esportiva, e entrei numa academia. Passei a me exercitar diariamente. Nos primeiros meses baixei meu índice de gordura de 23 para 18, e obtive um aumento de mais de 4 Kg de massa magra.

Hoje, olho para trás e tento fazer uma autocrítica, aprender com os últimos 15 anos. Nosso dia-a-dia de correria e stress provoca uma adequação imperceptível – passamos a comer completamente errado, não há tempo para exercícios e, muito menos, acompanhamento médico. Aos poucos, abrimos mão da nossa qualidade de vida porque justificamos a mudança com comodidade.

Depois de 3 anos mantendo a forma, tenho a consciência de que tive muita sorte. Manter o peso é bem mais difícil do que perder peso, e não tive seqüela alguma por ter maltratado meu corpo durante mais de uma década, exceto por uma gordura localizada na cintura que insistia em não sair (e foi devidamente removida numa lipo, em fevereiro passado).

Ainda há lugar para melhoras. Minha intenção é melhorar meu IMC e correr continuamente. Por falar em correr, eu nunca pensei que um dia ficaria feliz em afirmar isso, mas é um prazer enorme correr. Melhor, é um prazer enorme, e uma realização pessoal, ser capaz de correr.

2010/05/27

Eu Engasgo com Maçã.

Depois de quase uma semana brigando com a tecnologia da maçã, venho fornecer aqui o meu relato... pode ser que seja util para alguem.

Bem, em primeiro lugar, minha opiniao nao mudou sobre a plataforma iPod / itunes. E uma plataforma fechada, que tira onda com a cara do consumidor. A sua natureza e a mesma de algo fabricado para idiotas, que considera apenas essa parcela da populacao (como que desdenhando da gente - imagino tio steve rindo de mim e me chamando de idiota).

Acho que tudo poderia ser resolvido com uma simples check box: algo como "sou usuario avancado e sei a m.... na qual posso me meter".

Enfim, esse checkbox nao existe, e terminamos, mais uma vez, cedendo espaco para a entidade onipresente, onisciente e acima de todos nos, chamada "sistema". Mais uma vez voce tem que se moldar ao que o produto oferece, e nao o contrario. Ou voce faz do jeito que o sistema quer, ou nao use ele.

Depois que desisti da batalha, fiz o que qualquer mortal que gastou um tufo de dinheiro no "melhor" portable player do mercado faria: tentei usar essa josta do jeito que ela quer.

Ai, aprendi algumas coisas.

A primeira delas: NAO entregue sua biblioteca de milhares de arquivos de midia para o itunes. A razao e simples: ele foi feito por pessoas que acham que tudo e perfeito, que todos nos vivemos de maos dadas, e ha paz universal. O iTunes assume que todos os metadados de todas as suas MP3 estao perfeitos.

Ah, se nao estao ? Problema seu, voce nao trabalha mesmo e pode perder horas do dia (ou final de semana, no meu caso assalariado) ajeitando os metadados das suas MP3, para que o egoista do itunes classifique tudo direitinho.

Em resumo: NUNCA escolha a opcao do iTunes gerenciar sua biblioteca, e arraste para a biblioteca cada album que voce quiser que ele enxergue. Pelo menos assim, voce ajeita somente as musicas / albuns que quiser ouvir, e ele nao mexe na sua linda estrutura hierarquica de MP3 classificadas por genero, artista, album...

Isso leva a segunda coisa que aprendi: o iTunes "permite" que voce use o seu iPod em uma especie de modo direto: arrastando musicas diretamente para o dispositivo. Se voce fizer isso ta ferrado: cada alteracao de albuns, musicas, etc., sera executado imediatamente atraves da sua USB. Prepare-se para longas esperas.

Como eu disse, e melhor dizer para o iTunes sincronizar "toda" a sua biblioteca com o iPod, mas so entregar para o desgracado os albuns que voce quiser no ipod.

Terceira licao: nao ha hierarquia dentro do iTunes. Tudo e classificado via metadado. Se os metadados estao errados, ele vai entender tudo errado. Alguns sao primordiais e basicos, dentre eles: nome do artista, nome do album. Basta voce ter um album com uma musica com artista diferente e vera provavelmente como dois albuns. Uma saida e definir o grouping com o mesmo nome, para todas as musicas que fazem parte do mesmo pacote, e marcar a opcao de "part of a compilation". Voce chega nessa opcao ao selecionar as musicas, clicar com o botao direito e escolher "get info".

Ai, voce reza. Porque nem sempre funciona. Em casos fantasmagoricamente curiosos, voce tem que definir o mesmo nome de album e o mesmo nome de artista para todas as musicas, para que ele veja como um unico album. Va entender.

Enfim, o email ta ficando grande e eu nem arranhei a superficie. Uma dica: programinha chamado TagRenamer. Ele permite alterar metadados em lote, e especificar imagem pra capa de album. As vezes e melhor sanitizar as MP3 antes de arrastar para o iTunes.

Por fim, comprei essa "linda" "joia" do design moderno (o cara que projetou esse negocio deveria ser castrado para evitar prole... a intencao do cara que projetou o iPod foi a de tirar onda com a cara do coitado do usuario, que fara de tudo para que ele nao arranhe as costas reluzentes do dispositivo, obviamente numa tentativa va e inutil), para assitir minhas series preferidas enquanto estou nao esteira ou na bike na academia.

Para bater o ultimo prego do desespero no meu caixao, descobri um monte de coisa, mas ainda nao fui contemplado com sapiencia suficiente para converter videos para um formato que essa porcaria entenda. "Acho" que ja entendi que ele so permite MOV (quicktime) e, por algum motivo, o WinAVI Converter acha que meu sistema nao tem o QT instalado.

Vou ver Flash Forward via iTunes Store, para ser politicamente correto #NOT.

Ah! Por um momento esqueci que essa bosta de iTunes nao tem musica nem series pro Brasil.

Eu Odeio Maçã

Eu nao sei se posso afirmar que me rendi a Apple. Eu tenho minhas diferencas com eles; faco parte de 1% da populacao que gosta de "futucar" as coisas *E* se sente tolhido pela maxima da Apple em fechar tudo e nao dar opcoes do seu usuario se ferrar de forma autonoma :D

Tá, tem coisas boas. Mas uma delas NAO e o iTunes. Enfim. Comprei um iPod Touch de 64GB (3a geracao) para poder ver minhas series e ouvir musicas na academia, e poder passar audio e video no carro. O fato e que, agora, me vejo obrigado ao usar o danado o iTunes.

Eu odeio quando ele tenta organizar as coisas... elas ja estao organizadas! Quando indico ao itunes qual a minha pasta / biblioteca de musicas e videos, ele scaneia tudo e indexa. Mas e se eu adicionar novo conteudo ?

Em termos praticos, uma vez definido no itunes quais as minhas pastas de biblioteca (tenho 3 - 1 de musicas, outra de videos e outra de series), como faco pro desgracado re-scanear tudo ? Digo isso porque adicionei recentemente um conteudo e ele passa batido... :(