Das Encruzilhadas às Catarses

Nossa vida é cheia de momentos onde encontramos encruzilhadas.

São situações, ou conjunto de situações, repletas de sensações, sentimentos, experiências e aprendizados que produzem descobertas e insights, permitindo toda uma série de mudanças em nossas vidas. São oportunidades de se encontrar, conhecer a si mesmo e evoluir.

É normalmente quando a catarse ocorre.

Encontrei um momento desses ano passado e não tinha parado para escrever a respeito.

Até hoje.

O processo de catarse é muito bem documentado na psicologia e psicanálise. Na maioria das vezes, temos pouco ou nenhum controle sobre ele e somos vítimas das circunstâncias em que ocorre. Raramente trabalhamos em prol de nos entender e provocar o surgimento desses insights. Mas não é assim à toa. Agimos para que seja dessa forma.

Escute as pessoas ao seu redor e perceba como a maioria vive em função da preservação do status quo, da manutenção da zona de conforto. Na verdade, as pessoas em nossa sociedade tem isso como meta!

O sonho de boa parte da população é:

  • ter dinheiro;
  • não ter responsabilidades;
  • trabalhar pouco;
  • dormir muito;
  • comer de tudo;
  • beber toda semana, mais de uma vez;
  • balada;

Veja como os pontos acima nada mais são do que uma sequência de coisas que preservam o status quo e o prazer momentâneo gerado por momentos efêmeros.

Você vive para trabalhar cinco dias e encher a cara no fim de semana? Você vive para ganhar dinheiro suficiente para usufruir da balada ou para encher sua vida de compras e bens materiais, em busca de preencher um vazio existencial com uma felicidade ligeira?

Agora, pare e pense: o que você tem dito para você mesmo? O que você tem dito para as pessoas próximas?

Que você tem “problemas”?

Que tudo é muito difícil?

Que a vida é injusta?

Que ninguém entende você?

Que não aguenta mais apenas sobreviver mas, ao mesmo tempo, se põe vítima das circunstâncias e da vida?

O que VOCÊ tem feito para mudar isso? Se você tem problemas, se está tudo muito difícil, se a vida é injusta e ninguém entende você, amigo, sinto dar más notícias, mas ESSE É o SEU status quo! Essa é a a SUA zona de conforto pela qual VOCÊ tem se esforçado para manter! Essa é a sua existência, resultado das suas ações (ou falta delas, o que para Sartre e para muitos não deixa de ser uma ação por omissão).

Agora, seja verdadeiro consigo mesmo e analise: você tem evitado entender a sua própria vida, enfrentar seu eu, seus medos, angústias ou passado porque os insights podem trazer dor e a catarse pode provocar uma mudança do seu status quo? Pode forçar o desaparecimento da sua zona de conforto? Você tem recorrido à efemeridade dos sonhos pautados por prazeres momentâneos para compensar pelo não enfrentamento de sentimentos que vão dentro do seu peito?

Não se surpreenda, isso é muito comum. Na sociedade atual, a busca pelo dinheiro é exacerbada como habilitador dos prazeres momentâneos. Não tenho problema algum com ter dinheiro, dormir muito, beber eventualmente e ir pra balada… mas meu nobre leitor, essas não podem ser as razões exclusivas de sua existência.

Pior, essa não pode ser a razão de sua existência por omissão!

(…)

E por que eu contei toda essa história?

Porque eu tive a oportunidade de mudar tudo isso e quero que você também tenha.

Eu passei por algumas dificuldades em minha vida e hoje agradeço a elas porque me fizeram crescer, além de perceber que eu precisava! A vida não só me mostrou que eu tenho muito a aprender como eu precisava mudar rapidamente. Mas até ano passado, os insights e catarses foram fruto do que aconteceu comigo. O barquinho da minha vida navegava à sorte da correnteza. Você se sente assim?

De fato, fazemos muito pouco para entender a nós mesmos. Fazemos muito pouco para criar situações onde as catarses sejam naturais porque, afinal, dói.

No terceiro fim de semana de agosto de 2016, eu vivi, provavelmente pela primeira vez, uma encruzilhada buscada por mim, com a intenção de ter insights sobre a minha vida, me entender melhor e abrir a porta para que os entendimentos ocorressem.

Eu renasci. Nossa, como minha vida mudou. Como é fantástico ouvir das pessoas, cada vez mais, que mudei para melhor. Como é engrandecedor olhar para trás e ver o caminho percorrido e a evolução obtida.

Foi um processo inesperado. Digo isso no sentido de não ter a mínima ideia do que aconteceria naquele fim de semana. E isso foi muito bom, pois além do segredo fazer parte do processo em si, ele me ajudou a compreender como situações de ansiedade afetavam a minha vida.

Eu já estava procurando algo que pudesse me mostrar o caminho. Eu já tinha achado dentro de mim a necessidade de evoluir como pessoa, melhorar minha comunicação, inteligência emocional e, principalmente, melhorar a forma de encarar o mundo, só não sabia como.

Em julho de 2016, minha querida Mirella me contou sobre o Life. Quando ela me disse do que se tratava, procurei no site da EBPNL mais detalhes e e fiquei particularmente intrigado com a proposta. Convenhamos, é desafiante participar de um treinamento sem ter maiores detalhes sobre o que acontece lá. É, digamos, não só um passo de fé como de confiança em quem recomenda.

Sem poder entrar em mais detalhes sobre o treinamento em si, acredito que o que fala mais a favor dele são as vidas que saíram de lá transformadas. São milhares de pessoas que, como eu, encontraram dentro de si a força para continuar. A força para seguir em frente, para se superar, para entender suas existências de forma mais completa e profunda e, a partir daí, poder exercer suas respectivas plenitudes equilibradamente. São milhares de vidas que, frequentemente, afirmam que vivenciaram o melhor fim de semana de suas vidas.

Hoje, vejo aquele fim de semana como o início e uma jornada. Uma jornada de auto conhecimento e desenvolvimento pessoal que não pretendo interromper. Cerca de seis meses depois, fiz outro treinamento de cunho emocional da escola, o “Realizando O Impossível (ROI)“, que de forma complementar, me permitiu achar dentro de de mim a atitude que eu precisava para ter sucesso na vida.

Tenho aprofundado meus estudos em desenvolvimento humano junto com a minha cara-metade e encontrado uma nova missão em minha vida, junto com ela: ajudar os outros. Ajudar as pessoas a se desenvolver, a se encontrar e encarar os desafios de frente.

Tudo que o ser humano consegue, eu também consigo!

 

Notas e Referências

É importante mencionar que nenhum dos treinamentos tem cunho religioso ou entra em conflito com crenças religiosas de qualquer natureza. Tanto o treinamento Life como o ROI são processos vivenciais de natureza emocional e pautados em neurociência e programação neuro linguística.

Links

 

 

 

O Dilema Certo vs. Errado

Você certamente já deve ter visto um post nas mídias sociais dizendo algo assim: “hoje em dia prefiro ser feliz do que estar certo” ou “eu prefiro ser feliz a ter razão”.

Eu confesso que cheguei a pesquisar a frase no Google para ver a opinião dos outros a respeito e tudo que li remete de uma forma ou de outra ao conflito provocado pelo individualismo, egoísmo e coisas do gênero.

De fato, somos educados a levar as coisas para esse patamar, essa dicotomia, essa luta de egos ou mapas (como diz a PNL) e, mesmo aqueles que concordam ou discordam, circulam o tema em torno da dualidade em si. Até o ato de respeitar a opinião do próximo não transcende esses opostos.

Pensar em ser feliz ao invés de estar certo, na minha humilde opinião, é um passo numa direção de pensamento mais evoluído, mas pouco abrangente para incluir nuances até mais importantes do caso, inspiração para esse texto.

Até o ato de respeitar a opinião do próximo, hoje em dia, apesar de louvável, não encara de frente a questão e apenas afasta o debate acalourado das resoluções individuais ainda polarizadas de sim e não, certo e errado.

Sendo mais direto, permita-me caro leitor, introduzir um conceito que me parece estar há muito perdido e esquecido: o nosso universo é infinito e, com ele, as maneiras de algo ser, fazer e estar. Em outras palavras, há um sem número de existências, de formas, de ações e estados, não necessariamente restritas aos “certos” ou “errados” e, inclusive, muitos sequer conhecemos. Há muita coisa que nos escapa a percepção e há ainda o que não foi descoberto.

Muitos enxergam isso afirmando que existem muitos tons de cinza entre o preto e o branco. Ouso afirmar que existem muitos brancos e pretos além dos cinzas. Não existe apenas uma maneira “certa” nem apenas uma maneira “errada” de fazer algo.

Quando entendemos isso, fica muito mais fácil respeitar a opinião alheia, pois mesmo se acharmos que o nosso jeito é o jeito certo, o jeito do outro também pode ser, simples assim (e, convenhamos, a probabilidade que este seja o caso é alta!).

Sem querer estender o caráter filosófico do texto, concluir isso nos leva a outra proposição libertadora que pode colocar em cheque a questão do primeiro parágrafo: a relação de causa e efeito que se pretende estabelecer, que parece uma necessidade do âmago de cada ser, e não só é frágil como é, também, limitante.

Faz muito mais sentido afirmar: “prefiro ser feliz respeitando o próximo” ou, talvez melhor ainda, afirmar que “prefiro ser feliz ao ser humilde”, humilde o suficiente para admitir que não sabemos de tudo e devemos cada vez mais deixar de ver o mundo como certo e errado, passando a enxergar o universo como possibilidades.

Se eu tivesse a capacidade de ler mentes, arriscaria que a questão que está surgindo agora na sua é: mas se é assim, se existem tantas nuances de certo ou errado, não corremos o risco de ao respeitar, sermos omissos, ficar coniventes e permissivos com as coisas erradas do mundo?

Ah meu nobre leitor, não caia nessa armadilha: o que debatemos até aqui não tem a ver com o conteúdo, mas com a forma. O conflito surge de embate de opiniões, mapas e da divergência em si, como duas pessoas que brigam ao argumentar se uma comida é gostosa ou não.

A discussão é alimentada pela ausência de respeito à opinião do próximo (independente de qual seja), pelo excesso de ego, pela intolerância… isso não quer dizer que devemos ser omissos com o conteúdo e, para isso, temos todo um mecanismo próprio de bússola moral, um arcabouço de leis categóricas, sociais ou implícitas.

Respeitar a opinião do próximo não significa que devamos ser omissos com as ações decorrentes. Colocando de outra forma, podemos compreender as circunstâncias que levaram alguém a cometer um crime, mesmo não concordando com o ato (o nosso sistema de justiça é construído em torno desse conceito). Você pode respeitar a opinião de alguém, mas se essa opinião gerou uma ação ilegal, inadequada ou moralmente inaceitável, haverá consequências (na verdade, esperamos que assim seja!).

Não cabe a esse texto aprofundar-se em questões como justiça e direito ou até mesmo religiosas, mas apenas demonstrar que complicamos demais as coisas e podemos estar mais felizes no nosso dia-a-dia simplesmente respeitando a opinião das pessoas.

Liberte-se da armadilha de achar que deve estar sempre certo, que o seu certo é sempre mais certo do que o do próximo e você verá que o que é possível para você se multiplicará, mesmo respeitando sua identidade, as suas crenças e valores!

 

 

 

 

 

Tratar Bem É Um Investimento

Hoje vivenciei duas situações inusitadas.

Viajei de Recife à Porto Velho e, em um dos vôos, durante o serviço de bordo, fui abordado pelo comissário usando meu nome.

Meu cérebro deu tilt. Levei alguns segundos para achar estranho e, quando finalmente achei, perguntei como ele sabia.

Sérgio me explicou que, como parte de sua rotina, decora os nomes dos clientes diamante (que viajam muito e são classificados como tal no programa de milhagens da companhia aérea). Achei aquilo fantástico.

IMG_20171031_104121_478

Confesso que não sei dizer se aquela atitude é uma iniciativa de Sérgio ou da empresa, mas pude reparar que, durante seu atendimento, tratou a todos de forma sorridente, solicita e impecável. Levou humor ao dia de tantas pessoas no avião quanto pude perceber.

Saí do avião com outra imagem da companhia. Tenho escolhido essa empresa em específico porque, ultimamente, é a que vem me tratando melhor, mas nada nesse nível. Um gesto tão simples que mudou a minha percepção da marca.

Fui pegar o carro na locadora e encontrei a experiência oposta à vivida em vôo. Uma moça irritada que não sabia responder às minhas perguntas e que me pareceu cada vez mais fora de si, à medida que lhe perguntava as coisas.

O ultimato veio com a frase “São as normas da empresa Sr. Se quiser alugar o carro, é assim.”

Isso apenas por que perguntei o motivo de deixar um calção de R$ 1.800,00, já que os seguros deveriam cobrir as situações de risco.

Igualmente simples, o gesto da funcionária da locadora também alterou minha percepção da marca, mas negativamente.

Da mesma forma que Sérgio mudou meu dia, imprimindo em meu rosto um sorriso, a moça tinha o potencial de roubar esse sorriso (e, francamente, imagino que ela tenha conseguido roubar o de outras pessoas).

Peguei o carro e vim para o hotel pensando em como temos o potencial de afetar o dia do outro com um cumprimento (quem dera uma conversa ou uma interação mais longa) e em como não consigo enxergar uma única razão que justifique tratar o próximo mal.

Profissionalmente, esse tipo de atitude destrói o rapport, afasta literalmente as pessoas e proíbe qualquer negociação saudável e alguns profissionais recorrem a essa estratégia com a intenção de fato de afastar o outro.

Particularmente, trabalho na área de TI e o turnover é muito alto, seja no governo ou no setor privado. De fato, essa é uma situação cada vez mais comum. Foi-se o tempo onde as pessoas passavam 30 anos no mesmo lugar.

Hoje você está numa empresa em um cargo operacional e amanhã pode ser um alto gestor e tratar as pessoas bem e com respeito só ajudará no seu crescimento. Portanto, usar a tática de tratar mal para evitar um contato indesejado é uma péssima ideia.

Vejo que algumas empresas entendem isso e tentam entubar um comportamento plástico de bem-estar em seus funcionários e a coisa sai meio forçada.

Entretanto, por um momento pense em si. Esqueça uma eventual obrigação corporativa de sorrir e entenda como isso afeta a sua imagem. Muito na linha do que defendi em outro texto sobre ser positivo, comportar-se de forma a ser mais acessível, receptível e respeitar o próximo aumentam e muito suas chances de sucesso em qualquer aspecto da sua vida.

Você: Ator Principal

Assisti semana passada a um vídeo do Clóvis de Barros Filho onde ele versa sobre o existencialismo de Sartre e toca no tema do protagonismo, o que me inspirou a escrever esse texto.

Meus amigos, permitam-me começar pelo fim, meio que invertendo a ordem das coisas. Chegaremos a uma conclusão, prometo.

Ao longo do último ano, estudando PNL e coaching, deparei-me com algo tão simples, mas tão eficaz, no que diz respeito a se tornar o protagonista de nossas vidas.

Tanto verbalmente quanto em nossa representação interna, cedemos nosso poder de agir, nos colocando como vítimas das circunstâncias. Isso fica muito claro ao analisarmos nossa abordagem frente à vida, quando transferimos o poder e sujeito da frase para pessoas, coisas e situações.

É muito comum ouvir frases do tipo “o trânsito me irrita” ou “fulano me tira do sério”.

Qual o poder que temos em situações assim?

Muito maior do que você imagina.

Experimente trocar por “eu me irrito com o trânsito” ou “me incomodo com fulano”. Você, como sujeito, pode fazer algo… como predicado, é vítima.

Se no padrão verbal já sentimos diferença, agora imagine viver anos se comunicando com o mundo e consigo mesmo de uma forma tão limitante.

Já falei aqui da importância da tríade da mente: fisiologia, linguagem e representação interna. Os três se influenciam profundamente e uma linguagem incompatível com seus objetivos de crescimento não permitirão que saia do lugar.

Como parte do processo depressivo, lembro-me de ter vivido meses, talvez anos com essa mentalidade. No fundo do poço tudo meio que perde o sentido e você passa a não ligar mais para ser ou não protagonista em sua própria vida – a única coisa que realmente importa nos piores estágios da depressão é acabar com a dor. Neste caso, recomendo procurar ajuda profissional o quanto antes.

Entretanto, há um caminho até o fundo desse poço e você não precisa chegar lá para sair – pode voltar e subir pela corda! Começar a enxergar o mundo como fruto de nossas escolhas é um passo mais do que importante. Com ele, passamos a nos sentir responsáveis pelo que acontece à nossa volta e somos impelidos a fazer alguma coisa.

Usando outra perspectiva, concluímos que temos um lugar no mundo e nossas ações influenciam nosso estado e o estado dos outros, com os quais nos relacionamos.

Meu caro leitor, tudo está interligado e exige ação e atitude.

Um dos pressupostos da PNL diz que… “se o que você está fazendo não está funcionando, faça outra coisa. Qualquer coisa”.

Fazer escolhas exige assumir responsabilidades e, muitas vezes, é onde a maioria pára. Se considerarmos que as nossas ações dependem das nossas escolhas e falhamos no início, não saímos do lugar.

Emperramos.

Vegetamos.

Isso nos traz uma conclusão interessante sobre a sociedade.

Olhe em volta.

Perceba, sinta como as pessoas agem em suas vidas.

Escute as reclamações típicas que são propagadas pelas redes sociais, por telefone, na empresa…

Entenda como a zona de conforto faz com que a grande maioria das pessoas limite-se a vegetar.

Subesistir.

Você se inclui na grande maioria? Não se assuste.

Você acorda pela manhã sem propósito e no automático?

Escova os dentes atrasado, corre para a cozinha, faz o café… vai ao banheiro, toma banho, veste-se.

Pega as coisas do trabalho, as chaves, dá um beijo ou abraço nas pessoas que compartilham da sua convivência, enfrenta o trânsito, faz algo no trabalho, retorna, beijo nas pessoas, banho, TV e cama?

Está há 3, 10, 20 anos fazendo a mesma coisa? Sendo coadjuvante na sua própria vida? A vida está acontecendo à você?

Você provavelmente perdeu a capacidade de questionar a sua vida. Dica: nada vai mudar para melhor se você não fizer algo diferente.

Indo além, você agora tem medo de questionar algo e isso provocar qualquer abalo, mesmo que superficial, na sua condição de conforto.

Se está “funcionando”? Ah, mais ou menos… você vive falando que a vida anda uma droga, mas continua fazendo mais do mesmo.

TODOS OS DIAS da sua existência… você escolheu ceder o seu protagonismo aos outros para se manter numa zona que você acha confortável.

Já ouviu a história do sapo cozinhado? A água vai esquentando lentamente e o sapo lá, só curtindo… até que a água fica quente demais e ele morre sem perceber.

Querido leitor, entendeu agora onde quero chegar?

Não importa sob qual ângulo você tente enxergar a situação, alguns são vítimas em múltiplos níveis, quer seja da sua zona de conforto, do seu comportamento ou da cessão de responsabilidade ao universo.

Oh vida, oh céus! Que mundo injusto!

Permitam-me concluir mostrando como algo que a maioria não vê:

O mundo de hoje é um mundo disruptivo, totalmente diferente de 10 ou mais anos trás.

Antigamente, uma tecnologia levava décadas para afetar a vida das pessoas. Hoje, leva semanas, meses, talvez um punhado de anos.

Isso tem um impacto direto no seu trabalho. Novas profissões inteiras estão surgindo todos os anos e outras desaparecendo!

Eu trabalho com tecnologia desde os meus 15 / 16 anos. Conheço não uma nem duas… Mas algumas pessoas que não só perderam o emprego como ficaram desempregadas porque suas áreas de atuação deixaram de existir.

Isso não está acontecendo apenas com quem trabalha com tecnologia, basta perguntar a um ex-funcionário de vídeo locadora, a um profissional que revelava fotos, trabalhava em loja de discos, agência de turismo, a um taxista…

O mundo está mudando numa velocidade nunca antes possível. Já o ser humano é o que é por ter a maior capacidade de se adaptar dentre todos os animais… Ou seja, a vida atual pode ser um mar de oportunidades ou uma condenação, dependendo apenas da nossa atitude ou falta dela.

Agora, como isso afeta você?

Será que sua zona de conforto hoje é um conforto de fato ou uma condenação? Você se tornou um sapo?

Para finalizar, volto à Sartre:

“O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”.

Meus queridos, tudo isso é material para nos fazer pensar. Não cabe a mim julgar ninguém, qualificar a vida que uma pessoa leva, quais seus interesses ou onde reside seus sonhos.

Entretanto, fato é que o mundo muda e a zona de conforto de alguns pode deixar de sê-la por causa dessas mudanças. É melhor fazer algo tornando-se protagonista da própria existência do que permitir que o barquinho seja invariavelmente levado pela correnteza.

Desafie-se. Questione e questione-se. Mova-se! Seja o ator principal da sua vida, o palco é seu.

 

Permita-se Renascer

Renascer.

Reinventar-se.

No nosso corpo, células nascem e morrem a cada segundo. Como que em uma profecia (terá sido como parte de um plano bem feito ou, quem sabe, fruto de milhares de anos de evolução?) nossa estrutura foi criada fisicamente para morrer e nascer a cada dia e isso não é só uma tendência, é uma característica de estar vivo.

Com o pensamento não é diferente. Nós formulamos pensamentos e, deles, geramos sentimentos que nos movem. A partir daí, criamos conceitos e opiniões. Posições frente ao mundo. Nossa visão de existência projetada em uma tela de fundo.

“O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós.”

Jean-Paul Sartre

Não é raro quando visões de mundo se chocam. Sou capaz de afirmar que somos assim por design. A troca de ideias, o debate sadio e a argumentação existem para permitir que ideias evoluam, conceitos sejam revistos e opiniões sejam mudadas. Eles existem para nos tirar da zona de conforto, onde nada cresce.

Mas a linha que separa o compartilhamento de ideias da guerra é tênue e móvel. Diante de conflitos de opinião, nos agarramos às nossas crenças de forma irredutível e terminamos por não abrir mão do conflito, muitas vezes por orgulho.

Nos apegamos a conceitos solitários e podres, raramente revisitados. Opiniões por vezes incompatíveis com nosso modus operandi que ocupam a mente e o coração por falta de ação, agarrando-se ao que foi e não é mais. Opiniões, posições e convicções não mudam sozinhas. Elas não morrem de inanição e, no máximo, ficam adormecidas, ocupando espaço valioso e frequentemente não evoluem no mesmo passo que o mundo à nossa volta.

Ceder é a palavra que está intimamente seguida por mudar. Aceitar. Reconhecer. Respeitar. Revisitar nossa existência vez ou outra é fundamental para arejar mente e coração, permitindo que novas ideias sejam consideradas e eventualmente aceitas.

Assim como nosso corpo renasce biologicamente aos poucos, todos os dias, é necessário permitir o fluxo de ideias e convicções, o trânsito de opiniões. Permita-se escutar o próximo até o final de suas frases, acompanhar o raciocínio alheio até o ponto da discórdia preferencialmente muda, aquela que dá oportunidade ao cérebro de acompanhar o raciocínio antes da reação emocional que cega e ensurdece.

Respire fundo.

Questione.

Entenda.

Então, argumente.

Exercício desafiante, mas que rende frutos excepcionalmente gostosos. Um debate de ideias ricas e opiniões inteligentes é um afago na alma, um carinho intelectual, um empurrão evolucional onde todos os participantes saem ganhando.

Mas a melhor parte mesmo é que todos tem a oportunidade de renascer.

Segundo Sartre…

“Para conhecer os homens, torna-se indispensável vê-los agir.”

Nós somos o resultado de nossas ações (e escolhas). Se você não concorda com o existencialismo, há de concordar que é inegável a ligação que existe entre quem somos e nossas ações ou sobre como nos tornamos nossas escolhas.

“A escolha é possível, em certo sentido, porém o que não é possível é não escolher. Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo.”

Dito isso, imagine que pensamentos geram sentimentos, que geram açõesse mudarmos nossos pensamentos, temos a oportunidade única de influenciar nossas ações diretamente e, com isso, mudarmos quem somos, nossa existência, exercendo da forma mais pura, nossa inerente liberdade de ser.

Ao respeitar a opinião do próximo, você tem a chance de avaliar seus próprios conceitos e convicções; tem a chance de renovar sua própria existência e renascer…

Reinventar-se!

Agora reflita: será que em nome da capacidade de ser plenamente, de ser novamente, de renascer ainda mais capaz como uma fênix, não vale à pena abrir mão da intransigência e permitir-se uma nova opinião sequer?

Ressignificando o Fracasso

Durante toda minha infância, juventude e adolescência, diante dos mais variados resultados, normalmente escolares, ouvi dos meus pais a seguinte frase: “não fez mais do que a sua obrigação“. Se eu tirava uma nota acima de sete, meu esforço era recompensado com indiferença.

Hoje entendo que esse era o melhor incentivo que eles podiam me dar, frente aos recursos que possuíam. Tenho a certeza de que muitos se identificarão com esse comportamento, que parece ser característico de uma geração.

Toda ação tem uma intenção positiva, aos olhos de quem executa e certamente a intenção deles era fazer com que eu me superasse e tirasse notas cada vez melhores. Não foi bem assim que terminei entendendo. Na verdade, foi o suficiente para enxergar o mundo sob a lente de que meus sucessos seriam pequenos fracassos.

“somos filhos de vítimas”.

Lidar com o fracasso talvez seja um dos maiores desafios para um ser humano. Por causa dele, podemos entrar em depressão, estagnar, não só parar de evoluir como ser, mas involuir, afastar os outros de nós e toda uma série de efeitos colaterais diretos e indiretos.

Isso acontece porque enxergamos o fracasso de forma ineficaz e a coisa normalmente não melhora. A quantidade de fracassos numericamente falando, frente aos sucessos que obtemos na vida, é invariavelmente maior. Essa é uma característica da vida e do fato de sermos imperfeitos.

E se eu disser a você que:

  • Errar é natural do ser humano e inevitável, o que nos permite afirmar que falhar / fracassar é algo igualmente natural em nossas vidas;
  • O erro (que leva ao fracasso) e o fracasso em si fazem parte dos nossos mecanismos de evolução e superação;
  • O próprio termo “imperfeição” como ser humano toma um sentido totalmente diferente se olharmos por essa ótica;
  • O erro, quando intencional, não é erro: é ação com um objetivo claro em mente. Se houve má intenção, chamamos de “erro” quando não conhecemos as reais intenções de quem executou a ação. De fato, tem-se um sucesso aos olhos do executor;
  • O número de erros e fracassos tende a diminuir ao tentar, praticar e repetir;
  • O fracasso é um evento e nunca uma identidade.

Quando atingimos o sucesso em nossas vidas, é muito comum a sociedade e nossos sistemas enxergarem apenas ele e somente ele. O caminho até lá é ignorado e isso deixa de lado a grande maioria das tentativas, o que forma um vácuo de compreensão levando o observador a inferir que o sucesso é maravilhoso, acontece ao seu redor e que não exige esforço. E isso é até usado como exemplo.
22008388_1867541499929719_8809174359056320260_n.jpg * Conteúdo cedido gentilmente pelo autor.

Sim, é desafiante!

Hoje, acendemos um interruptor e uma lâmpada se acende, sem nos darmos conta de que Thomas Edison levou quase uma vida para chegar lá e afirmou…

“Eu nunca falhei. Eu apenas encontrei 10.000 maneiras que não funcionaram.”

Não se enganem, foi errando e fracassando que o cérebro dele se reorganizou e permitiu encontrar a saída para os desafios de criar. São necessários atitude, esforço e ação!

Ainda, permitam-me afirmar que, uma vez encontrada a solução, só melhoramos ela também através da tentativa e erro, até chegar a um novo resultado. É assim que nos aperfeiçoamos e encontramos soluções cada vez melhores.

“Genialidade é um por cento inspiração e noventa e nove por cento transpiração.”

Mas… fracassar é horrível. Não é desejado e, francamente, nos dias de hoje, quanto mais se fracassa mais se perde dinheiro (o emprego, amigos…). O que fazer?

Sim, o mundo exige perfeição, resultados rápidos, eficazes e fracassar está lá, como questão principal. Eu acredito que existe um jeito de lidar com isso.

Vejamos:

  • Conforme argumentei acima, partindo do princípio de que o erro e o fracasso são mecanismos gerais necessários à nossa evolução;
  • Que errar é natural do ser humano e inevitável, o que nos permite afirmar que falhar / fracassar é igualmente natural em nossas vidas;
  • Que tentar, praticar e repetir diminui a quantidade de erros e fracassos;
  • Que errar agindo de má fé não é erro (e dificilmente pode ser classificado como falha ou fracasso, pois na ótica de quem executa, obteve êxito)…

Concluímos que agir mais deve ser incentivado. Isso aumentará a quantidade de erros e fracassos, o que necessariamente traz à mesa um novo elemento: precisamos falhar rápido.

Com isso,

  • Tenha atitude!
  • Aprenderemos com as ações e os erros, falhas e fracassos provenientes dessas ações;
  • Aceleraremos o processo de evolução!
  • Aumentaremos nossas chances, pois encurtaremos o tempo necessário ao sucesso aprendendo mais rápido!

“Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho.”

Essa frase é atribuída a Tiger Woods, mas já vi também referência a outras personalidades, como Oscar Schmidt.

Tony Robbins, também disse que…

“Não existe fracasso. O que existe são resultados.”

Ou, do sexto pressuposto da PNL: “Não existe fracasso. O que existe é feedback.”

Tenha a coragem de ressignificar o fracasso. Pense nele como uma parte natural do nosso processo evolutivo e de você, como ser. Use isso como combustível para ir mais longe!

Ao enxergar o fracasso como mola propulsora do sucesso, tudo em nossas vidas muda.

(*) Agradeço ao genial Carlos Ruas, que gentilmente cedeu a exibição da tirinha acima. Para conhecer melhor seu trabalho, siga-o no Facebook, acesse seu site!

O Poder de Ser Positivo, Parte 1

Querido Leitor,

Nas duas últimas semanas, interagi muito com as pessoas por causa do meu post, onde descrevi o esforço em manter a depressão afastada. Foram muitos debates, trocas de ideias e experiências pelo Messenger, WhatsApp e Instagram e um assunto dominou: como manter-se positivo diante do desafio.

Não só foi uma rica troca de ideias como algo se encaixou dentro de mim.

Diante das dificuldades da vida, eu costumava racionalizar e tentava me preparar para o pior. Cheguei a comentar isso no post sobre minha caminhada: no intuito de me preparar, pensava em todas as formas possíveis (ou não) de algo dar errado. Planejava pensando o pior e achava uma irresponsabilidade pensar algo diferente do pior cenário.

Minha negatividade não parava por aí. Eu hoje sei que influenciava os outros e achava uma tremenda irresponsabilidade quem não se planejasse também, pensando nos piores cenários.

Sim meu caro leitor, eu era uma pessoa nada positiva, provavelmente aquela pessoa tóxica com a qual muitos não querem conviver por opção.

Diante de vocês, peço minhas sinceras desculpas. Devo isso não só às pessoas com as quais me relacionei até hoje, mas ao universo. Devo isso a todos que eventualmente influenciei com esse comportamento. Cabe a mim reconhecer e evoluir com o erro. Cabe a mim não só pedir desculpas, mas agradecer ao universo por essa catarse.

Como cheguei a essas conclusões?

É onde mora a melhor parte: resultados práticos.

Fazendo um balanço, esse tipo de atitude diante dos desafios da vida NUNCA me trouxe nada de útil. Considerando os últimos quarenta e dois anos, pensar no que poderia dar errado nunca me trouxe nenhuma vantagem sequer, nenhum insight ou nenhuma preparação, de fato, contra as intempéries da vida. Sem dúvida, hoje tenho a certeza de que me comportar assim só me trouxe resultados negativos.

Isso não acontece por acaso. É bastante comum uma convivência negativa com o mundo estar associada a sentimentos negativos. Quando estes sentimentos são gerados, temos a tendência de enxergar o mundo através deles e agir de acordo. Paul Eckman, renomado psicólogo que realizou estudos pioneiros no campo das emoções, chama isso de “o erro de otelo“. Ou seja, intenções que surgem de pensamentos, geram sentimentos que geram ações. Se a cadeia for negativa meu caro, o resultado também será.

Ao longo dos últimos dezesseis anos, a vida tem tentado (inicialmente com muito esforço!), me ensinar que a gente atrai o que transmite. Essa é uma das leis mais antigas do universo. Aos poucos, fui percebendo que não só ser negativo não me ajudava, como pensar e desejar o melhor invariavelmente trazia resultados melhores.

O primeiro passo dado foi rever os sistemas aos quais pertencia e as conexões que tinha com a sociedade. Essa revisão provocou uma mudança na forma com a qual eu interagia com outras pessoas, ao vivo e remotamente (pelo celular, internet etc.) e, aos poucos, estes sistemas foram sendo alterados, cada vez mais passando a ser populados por pessoas de bem com a vida, positivas e felizes.

Foi quando decidi conscientemente me afastar daquilo que julgava negativo, pessimista ou limitante. Aprendi que nós temos, como dizem lá fora, um “gut feeling“, um frio na barriga… uma espécie de alerta natural contra essas coisas que nós frequentemente subjugamos. Sim, é necessário escutar mais nosso “eu” interior, essa intuição que nos alerta para o perigo (sim, perigo!). Quando me refiro a afastar-se daquilo que é negativo, me refiro a desde um vídeo aparentemente inocente em um grupo do WhatsApp à convivência com determinados perfis de pessoas.

Cometi erros de julgamento? Certamente. Quando somos ácidos e negativos, nosso poder de análise fica prejudicado e é natural que, em um momento inicial, nos afastemos de pessoas ou coisas que não são tão prejudiciais assim. Se usarmos educação e respeito ao próximo, isso não será uma questão importante com a qual deva se preocupar. Você sempre pode rever sua posição e se reaproximar. A questão aqui é: você não precisa ofender ninguém ou tomar ações irremediáveis. Trata-se de auto preservação.

Não consigo afirmar que essas mudanças foram provocadas por minha nova postura (positiva) ou o contrário. Mas elas ocorreram e, hoje, olhando para o passado, consigo sim afirmar quando, com uma precisão de semanas, elas ocorreram. Fui, pouco à pouco, me livrando da toxicidade.

A partir daí, as mudanças começaram a ocorrer de forma menos dolorosa e mais fácil. Uma coisa puxou a outra: cercar-me de pessoas positivas tornou mais fácil ter uma postura positiva frente à vida; tornou também mais fácil pensar positivamente, agir positivamente e falar uma linguagem de empoderamento ao invés de continuar a usar termos limitantes. A roda começa a girar e uma ação beneficia a próxima. É assim que funciona e é necessário atitude da nossa parte para agir e quebrar o ciclo. Esse pode ser o maior desafio de todos: apostar na mudança e agir. Pagar para ver.

O mais curioso disso tudo é a mudança interna provocada. Quando o novo alinhamento interno (positivo) ocorre, a lente que você enxerga o mundo mudará também e você passará a ver as coisas de forma mais bonita, mais possibilitadora.

[Este post tem duas partes. Esta é a primeira parte. Para continuar e ler a segunda parte, clique aqui.]

O Poder de Ser Positivo, Parte 2

[este post é uma continuação. Para ler a parte 1, clique aqui]

Dias atrás li um artigo na Entrepreneur sobre uma linha de raciocínio liderada pela psicóloga Gabriele Oettingen da Universidade de Nova York, afirmando que pensar positivo pode prejudicar o atingimento de metas e objetivos. Na minha humilde opinião, o artigo falha semanticamente ao confundir pensamento positivo com sonhar acordado. Não li ainda o livro dela que fala a respeito e prefiro acreditar se tratar de uma má interpretação.

É muito importante fazer uma distinção entre os dois: concordo com o artigo quando afirma que desviar recursos para ficar sonhando com uma realidade alternativa (positiva) pode prejudicar o atingimento dos seus objetivos. Mas pensar positivo faz muito mais parte do motor que deve existir por trás de ações objetivas do que do motivo para se mudar para um canto da sua mente, onde sempre faz sol e você está tomando mojitos à beira da praia.

Ter positividade frente à vida não significa que você deve ser irresponsável e ignorar evidências de algo que pode dar errado. Aqui, as coisas podem ficar um pouco mais complexas, pois podem faltar recursos em nós mesmos para avaliar objetivamente uma situação e concluir o que fazer.

No momento atual da minha vida, acredito que é melhor ser positivo sempre e influenciar positivamente tudo em que se toca, correndo o risco de falhar e não estar necessariamente “preparado“. Entenda, pois são coisas distintas – preparar-se para o pior (como eu fazia) não evita a falha em si. Ou seja, não serve para nada.

“It’s your unlimited power to create and to love that can make the biggest difference in the quality of your life.”

Tony Robbins

Ser positivo ajudará você, inclusive, a ressignificar o ocorrido de forma a encontrar feedbacks úteis e seguir em frente. Algo tão óbvio, mas que muitos teimam em não enxergar: falhar não é agradável nem desejado, mas é um processo natural da evolução! Entenda como um aprendizado.

Agora, amigo leitor, pode restar a dúvida: como faço então para analisar objetivamente uma situação e decidir como agir, se ser negativo / pessimista pode me influenciar negativamente e ser positivo / otimista pode me influenciar positivamente (em ambos os casos, avaliando equivocadamente uma realidade)?

Existem inúmeras respostas a essa pergunta. Sugiro ler o fantástico “Os Originais” de Adam Grant para alguns insights. Contudo, como bom estudante da PNL, não poderia deixar de sugerir a estratégia ou Método Disney.

Criada em 1994 por Robert Dilts ao modelar como Walt Disney trabalhava, consiste em separar o processo criativo em partes: o sonhador, o realizador e o crítico.

Walt Disney possuía salas para cada uma dessas tarefas. Na primeira, seus parceiros de trabalho eram responsáveis por sonhar livremente sobre um determinado tema, irrefreáveis, sem se preocupar com a forma de executar ou quaisquer questões que poderiam eventualmente impedir a realização do sonho.

A segunda etapa consistia em pegar “o sonho” e submeter à equipe realizadora, responsável por elencar todos os passos necessários à criação do sonho, sem nenhum espírito crítico, apenas reunindo tudo aquilo necessário para tornar o sonho da primeira sala realidade.

Por fim, na sala da equipe crítica, o sonho e suas etapas de realização eram testados à procura de falhas e objeções. Ciclo concluído, as sugestões eram passadas adiante e o processo se repetia.

As interações das equipes em ciclos eram realizadas até Walt Disney ficar feliz com o resultado. Reza a lenda que, de tanto andar entre as salas, o chão era desgastado.

O ponto importante da estratégia é dar o tempo necessário para que cada etapa seja realizada completamente, algo que não acontece quando temos essa luta dentro de nós ou quando o sonhador, o realizador e o crítico estão no mesmo ambiente.

Agora, pare um pouco e pense em como um processo criativo se desenvolve dentro de sua mente. Perceba que a luta mental é constante e estamos ao mesmo tempo tentando sonhar, pensar nas etapas e criticá-las. Isso torna todo o processo pouco eficiente. Ao separar as etapas, não só ele se torna mais fácil e eficaz, como o impacto de uma característica de seu funcionamento, do seu estado momentâneo ou personalidade (como ser positivo, favorecendo o sonhador ou negativo, favorecendo o crítico), é minimizado.

Com isso em mente, não há desculpas a favor de não tomar uma atitude positiva por padrão. Mas se tem uma coisa que eu aprendi ao ser pessimista durante a maior parte da minha vida é que, quando os argumentos acabam, ouvem-se as generalizações.

É aí onde você começará a escutar argumentos do tipo “como é possível pensar positivamente, ser otimista em um mundo repleto de violência?” “Ah, não dá pra ser otimista com tanta tragédia acontecendo no mundo“.

Permita-me afirmar que esse argumento também é equivocado.

Steven Pinker escreveu um livro chamado “Os Bons Anjos da Nossa Natureza”, onde ele prova que, ao contrário do senso comum, a violência no mundo está diminuindo, e não aumentando.

Ele faz isso embasado em fatos, do início ao fim de sua obra de mais de mil páginas. De uma forma geral, o processo de civilização e o estado são responsáveis pela redução da violência por cem mil habitantes, estatística mais apropriada para avaliar a questão.

Ele também afirma, em um dado momento, uma suspeita antiga: a globalização e a velocidade com a qual a informação é difundida, juntamente com a mídia e um interesse maior por notícias negativas, nos dá a impressão de que o mundo está pior quando, na verdade, não está.

Sem querer entrar em outro tema mas pare por um momento e reflita: na Roma antiga, a diversão era jogar gente dentro do Coliseu e simular batalhas onde não só o sangue jorrava como partes de corpos voavam para todos os lados e eram estraçalhados por animais, algo inconcebível culturalmente por mais de mil anos recentes.

Não precisa ser estudante de história para pensar em pelo menos mais duas situações de violência corriqueira culturalmente aceitas nos últimos mil anos e que são impensáveis nos dias de hoje.

Em outras palavras: tragédia vende jornal (e não é, necessariamente, culpa da mídia).

Entretanto, somos bombardeados por notícias negativas, que só contribuem para uma espiral negativa.

Convido você a começar essa mudança. Comece aos poucos, evitando frases pessimistas, conteúdo negativo e pessoas como eu fui, não necessariamente nessa ordem.

Acorde pela manhã, olhe-se no espelho e dê um sorriso. Respire fundo, erga o peito e o queixo, assuma uma postura de vencedor e empodere-se: pense em como as coisas darão certo nesse dia maravilhoso que está à sua frente!

Aquele grupo do WhatsApp que só tem acidente e gente morta? Saia dele. E do grupo que só tem gente reclamando da vida? A mesma coisa.

Aquelas pessoas no Facebook que só falam dos seus problemas ou contam miséria? As que postam sobre como a vida é injusta ou ruim? Pare de seguir. Gente que só reclama no Twitter? Pare de seguir também. Substitua o jornal da TV à noite por uma boa leitura. Aproveite para estudar ou ler um bom livro!

Eu desafio você a me contar uma única coisa boa que aconteceu em decorrência de algum conteúdo negativo ou pessimista. E não, você não corre o risco de ficar “alienado” como alguns pensam – no mundo globalizado de hoje em dia, nem se você parar em uma ilha deserta.

E daí que o mundo não são só flores? Se está provado que isso pode influenciar seu dia, seu humor, seus sentimentos e seus resultados, escolha contaminar-se COM BONDADE!

Pense positivamente, use isso como combustível para todas as suas ações, conscientemente ou não. Escolha ser essa a influência que deseja carregar para além das suas ações – seus resultados. Você não tem absolutamente nada a perder, não esquecendo de ser grato ao universo (e a você!) quando as coisas derem certo. Se não derem? Seja grato pelo aprendizado, da mesma forma.

“Trade your expectation for appreciation and the world changes instantly.”

Tony Robbins.

 

Dedico esse texto (partes 1 e 2) à pessoa que tem, nos últimos sete anos, sido uma das minhas maiores fontes de positividade: minha Abacaxi com Canela.

A Caminhada

Quando perdi o emprego dezesseis anos atrás, desenvolvi um quadro de depressão profunda que me deixou em um quarto, sem coragem de sair pra muita coisa (mais detalhes nesse post).

Foi muito comum ouvir coisas como “que frescura“, “enfrente a vida“, “sai dessa!“, “você precisa ver gente, sair de casa!” etc, comentários que, frequentemente, associavam uma doença séria à preguiça, falta de motivação, ausência de “positividade” e coisas do gênero, como se, em um passe de mágica, eu fosse capaz de me levantar e ir viver minha vida.

Convenhamos, eu sei o quão desafiante é perceber que o mundo não entende o quadro que se instala e, muitas vezes, essa ausência de compreensão vem de pessoas próximas e que amamos, o que não facilita em nada (e dói muito).

A Crise

Ao longo da minha vida, fiz uns cinco anos (ao todo) de terapia e isso me ajudou bastante. Me tirou da crise inúmeras vezes e me fez sair do quarto, voltando à vida. Entretanto, quem já passou (ou passa) por isso, sabe que a depressão é um fantasma “gerenciado”: é algo que precisa de constante monitoração e de ações permanentes para mantê-lo afastado.

De fato, depois da segunda crise, passei a ficar mais afinado nas minhas percepções. Desenvolvi a habilidade de reconhecer em mim os sinais da doença e procurar ajuda em seus estágios iniciais. Isso me ajudou muito, pois encurtou bastante o tempo necessário para voltar ao meu “eu“, principalmente no que diz respeito a parar de tomar quaisquer medicações relacionadas que, me desculpem os terapeutas, afetam (e muito) a qualidade de vida do paciente.

Hoje, posso afirmar com felicidade e um sorriso no rosto que o fantasma da depressão está bem longe. Meu intuito com esse texto é descrever o que funcionou para mim e alguns pontos de atenção. Importante registrar que não sou médico, psicólogo ou psiquiatra e não cabe a mim fazer diagnóstico ou receitar nada. Apenas acredito que o relato da minha experiência pode ajudar alguém.

Os Passos – Propósito

Inicio não necessariamente em ordem cronológica. Olho para o caminho que percorri e lembro que ter um propósito é fundamental para a manutenção de uma saúde mental. Não entrarei em detalhes sobre o assunto – não por não achá-lo importante (pelo contrário), mas porque já escrevi sobre o tema. Para entender melhor, recomendo ler esse post sobre o assunto.

Os Passos – Ajuda Profissional

Em segundo lugar, é muito importante entender isso: procure ajuda profissional. Eu acredito que um sem número de coisas ajudam a manter a depressão afastada (mais adiante), mas apenas um psiquiatra (e medicação adequada), podem tirar alguém de uma crise depressiva séria, de forma eficaz.

Ainda, ao obter ajuda, faça questão de levar as pessoas mais próximas para conversar com o terapeuta. É primordial que as duas / três pessoas que mais convivem com você entendam do que se trata e saibam como se comportar e ajudar quem vive uma crise depressiva.

Os Passos – Bem Estar / Saúde Física

Ainda sobre ajuda profissional, vejo que o bem estar físico ocupa um importante lugar. Obesidade / sobrepeso não ajuda em nada em quadros depressivos e são destruidores da auto-estima. Exercitar-se e ter uma boa alimentação são a base para manter afastadas inúmeras doenças, inclusive a depressão, mesmo se você não estiver acima do peso.

DSC01934.JPG

Este acima sou eu, com 29 anos. Estava pesando 140 quilos. Alguns meses longe da crise, ainda lutando, mas começando a voltar para o mundo e a me relacionar novamente com a sociedade.

IMG_20170209_140004_194

Hoje, com 42 anos, vou à academia religiosamente todos os dias. Acordo às 5:30, treino por uma hora e o dia começa diferente.

Para mim, exercicio físico é um remédio, apesar de amar me exercitar, ver pessoas e conversar com minha personal trainer. Tenho a consciência de que isso faz parte da terapia necessária e é indispensável à minha qualidade de vida.

Além do exercício diário, está bem documentado que a ausência de certos nutrientes pode exacerbar quadros depressivos. Uma das coisas que mais me ajudou a deixar a doença de lado foi a correta orientação médica de um nutricionista e de um ortomolecular, que enxerga o paciente de forma holística e costuma detectar deficiências nutricionais que, normalmente, os médicos tradicionais não detectam. Sei que esse é um assunto controverso; a dica aqui é: procure orientação profissional, também, para uma alimentação saudável, para exercícios físicos e para sua saúde em geral.

Os Passos – O Peso que Carregamos Conosco

Ah, o peso que carregamos nas costas.

Livrar-se dele tem implicações das mais diversas – desde selecionar melhor as amizades como a postura física e mental. Livre-se daquilo que não é seu!

Em 2001, eu posso afirmar que me achava uma pessoa realista quando, na verdade, ao tentar me “preparar” para o pior, esperava o pior, achava o pior, falava o pior e me comportava para o pior.

Quanta ingenuidade! Hoje tenho a certeza de que a melhor forma de se preparar é pensar o melhor, falar o melhor, achar o melhor e se portar como vencedor!

Aprendi, ao começar a estudar a Programação Neuro Linguística (PNL), que uma tríade de fatores, de igual importância e que mutualmente se influenciam, são a base para uma saúde física e mental.

Também chamada de tríade do sucesso ou tríade da mente, ela contém fisiologia (postura), linguagem (o que você diz e como você diz) e representação interna (como você enxerga o mundo).

Em termos práticos e de uma forma simplista, ter uma postura arqueada e cabisbaixa apenas promove a acentuação dos sintomas. Uma linguagem negativa não ajuda e uma representação interna pessimista contribui para a perpetuação do quadro.

Entretanto, como existe uma relação direta de influência entre os elementos da tríade (e é aí onde está a mágica), trabalhar cada elemento individualmente altera os demais.

Faça o teste: fique arqueado, cabisbaixo e com o semblante sisudo por poucos minutos e perceba como se sentirá triste. Agora, faça o oposto: estufe o peito, endireite a coluna, erga a cabeça e ponha um sorriso no rosto, mesmo que, inicialmente, seja mecânico: verá que, em poucos minutos, seu humor mudará positivamente.

Tome um banho, arrume-se, corte o cabelo faça a barba… retorne a hábitos simples e saudáveis que podem parecer irrelevantes, mas que ajudam a dar cada passo importante na direção correta.

Ainda:

“Nós somos 10% o que acontece conosco e 90% como reagimos ao que acontece.”

Eu sei, para quem está em depressão, será desafiante fazer isso. Estou falando de pequenos passos! Sair de um quadro depressivo exige paciência e pequenas ações diárias. Ao tornar essas ações um hábito, ficará cada vez mais fácil mantê-lo longe.

Os Passos – a Programação Neuro Linguística (PNL)

Já que mencionei a PNL, seria no mínimo incompleto falar sobre essa caminhada sem detalhar a questão, que tem facilitado bastante o desafio de manter a depressão longe.

Fui apresentado ao tema no ano passado por uma amiga, que fez um treinamento vivencial chamado Life. A partir de então, tornei-me ávido estudante da PNL e, de fato, ela tem transformado a minha vida.

Colocando de uma melhor forma, a PNL tem me permitido ver o mundo de uma forma diferente. Mais eficiente e mais positiva, trazendo ferramentas que uso no meu dia-a-dia.

Fiz dois treinamentos vivenciais (Life e ROI – Realizando o Impossível) e estou concluindo minha formação em Practitioner.

A partir daí, encontrei toda uma nova motivação para buscar minha evolução como ser humano, estudando novos temas, voltando ao hábito da leitura e procurando compartilhar essa vivência com as pessoas com as quais me relaciono. Muitas pessoas que convivem comigo afirmam e reafirmam que as mudanças foram profundas e bastante positivas!

Os Passos – Os Sistemas Aos Quais Pertence

John Rohn disse que somos a média das cinco pessoas com as quais mais convivemos. Há muita controvérsia em torno dessa afirmação. Particularmente, encaro como uma linda metáfora de como somos resultado das pessoas com as quais convivemos e nos influenciamos mutuamente. Trata-se de um ciclo: atraímos as pessoas que se parecem conosco e elas nos influenciam profundamente.

Ouso afirmar que, se você está em um quadro depressivo, é provável que se relacione com pessoas negativas ou igualmente depressivas. É normal que, por exemplo, interaja socialmente (fisicamente ou pela internet) com pessoas, notícias, posts, coisas (em geral) negativas ou que fomentam o quadro depressivo.

Afastar-se disso, sim, ajuda. Mais uma vez, não é nada fácil e pode se tornar, talvez, o maior de todos os desafios e, até, fora do alcance. Entretanto, se você puder fazer algo a respeito, faça, mesmo que em ações homeopáticas diárias. Tornar a questão consciente já é um passo na direção certa.

Doar-se

Fazer a diferença na vida das pessoas, participando de ações sociais e de caridade, pode ser um grande trunfo para manter o fantasma afastado e tem o potencial de ajudar a encontrar um propósito.

Muitas pessoas encontram seus propósitos no trabalho e, quando perdem o emprego, seus mundos caem em ruínas. Isso aconteceu comigo. Encontrar algo que lhe traga felicidade fora do trabalho pode ser mais fácil do que você imagina. Não existe nada na face da terra que traga maior sensação de preenchimento e plenitude do que ajudar ao próximo. Existe, inclusive, razão fisiológica para ser assim.

Você não precisa necessariamente engajar-se numa ONG ou lutar contra o aquecimento global. Você pode adotar um gatinho ou um cão; pode ajudar lares de idosos, ensinar comunidades carentes ou até dar aulas aos amigos nos fins de semana. Pode participar de algum projeto social com ou sem fins lucrativos. O que importa, no fundo, é ajudar sem esperar nada em troca. 

O Resultado

Cinco anos sem crises. Cinco anos afastando o fantasma da depressão para cada vez mais longe, sem mais a necessidade de terapia ou medicamentos. Trata-se de um esforço constante, um conjunto de ações desempenhadas todos os dias, que começam ao acordar. A cada dia, subo mais um degrau em direção à felicidade, ao sucesso pessoal, profissional e à realização.

Acho que todos esses passos que mencionei, como grandes elementos que ajudam na luta contra a depressão, tiveram o efeito colateral de fazer de mim uma pessoa melhor.

Será que eu teria naturalmente, ao longo dos últimos quinze anos, experimentado essa caminhada, caso não tivesse depressão? Quem sabe.

Particularmente afirmo (emocionado): gosto de acreditar que esse foi o lado positivo da doença: eu evolui como ser humano, experimentei uma série de coisas que não só me devolveram o amor pela vida como me fizeram crescer.

IMG_20161011_235115.jpg

Finalizo com uma foto da minha cara-metade. Não poderia ser de outro jeito – ela me acompanha há sete anos. Viveu algumas crises comigo e foi responsável por me ajudar em tantos desses passos.

Para você, que luta contra a depressão, deixo meu abraço apertado. Saiba que há solução e o primeiro passo é permitir-se ser ajudado.

Literatura recomendada:

  • Mindset – Carol Dweck
  • O Poder do Agora – Eckart Tolle
  • Peça e Será Atendido – Esther & Jerry Hicks
  • Poder Sem Limites – Anthony Robbins
  • Find Your Why – Simon Sinek
  • O Segredo – Rhonda Byrne

 

 

 

Sobre Algumas Frases e Ditos Populares

“No final, tudo dá certo.”

Permitam-me educadamente discordar. Se a sua experiência pessoal diz que você passou por momentos realmente ruins onde tudo deu certo no final, principalmente se a postura adotada foi a de passageiro, ou foram poucos ou foi uma sorte estatística. Se deu certo, foi porque alguém trabalhou para tal (pode ter sido você mesmo), ou alguma força interna ou externa contribuiu para este resultado. Não se engane: tome o controle da sua vida, as rédeas do seu eu e faça o seu final. Lembre-se:

“você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas”.

Isso vale para todas as frases do tipo, como “se não está bom, é porque ainda não acabou” e afins.

“O ótimo é o inimigo do bom”.

Muito cuidado com essa afirmação. Se é para dar moral a frases assim, prefira essa, pelo motivo correto:

“Seja o melhor – o mundo está cheio de nota 7”.

Acho que o raciocínio aqui é auto explicativo. A idéia é simples – se você pratica arco e flecha e mira na mosca, nunca acertará. Você precisa compensar pelas intempéries da vida, pelas coisas inusitadas, imprevistas ou, de forma mais direta, pelas forças contrárias. Claro, bom senso sempre (e em qualquer situação), é fundamental, para não se correr o risco de buscar a perfeição e nunca acabar.

Mas não concorde com a afirmação de que SEMPRE é preferível acabar. Essa frase virou desculpa para a incompetência de muitos! Na maioria das vezes, temos, sim, que criar as situações e oportunidades, ACABAR, não importa o que aconteça, e entregar resultados fantásticos. Viva para se superar e ser o melhor, não para ser mediano ou medíocre.

Ah! Não se esqueça: não confunda falhar com não acabar algo ou fazer mal feito. Falhar faz parte do processo de evolução humana e deve ser visto como algo positivo.

Aproveitando: você conhece alguém que usou essa frase, voltou e melhorou o que tinha sido feito?

Se me permitem, na minha opinião, o certo é: “o bom é inimigo do ótimo”.

“Não me traga problemas; me traga soluções”.

Um pedido frequente que parece invocar o pensamento pró-ativo, mas que traz uma situação inusitada: promove uma cultura justificatória e limita a solução ao conhecimento de um indivíduo ou de poucos. Está mais para desculpa da alta gestão em não se envolver ou transferência de responsabilidades.

Não perca a oportunidade de colher problemas! De fato, entenda-o e permita que uma visão global e participativa encontre a melhor solução. Crie a cultura de envolver as pessoas certas e recompense a honestidade e as soluções originais… Mas não se arrisque a ter um problema se transformando em um problemão ou ser varrido pra debaixo do tapete porque alguém resolveu se abraçar à ele com medo de você ou do “chefe”.

 “Contra fatos não há argumentos”

Essa precisa ser bem usada. Muitas vezes, é colocada para proteger o status quo e isso deve ser evitado. Se você olhar um pouco para o passado, verá que a nossa história é repleta de exemplos onde os ditos “fatos” foram derrubados por alguém que não acreditava em alguma impossibilidade, pelo avanço da ciência ou pela própria evolução do ser humano em tantas áreas.

O fato de ontem pode ser argumento de hoje e a piada de amanhã.