Ensaio Sobre Mudanças

*postado originalmente no Linkedin e, depois, em outras mídias sociais (como Facebook) em abril de 2016
Mudanças.
Elas começam ao nascermos.
Luz, barulho, frio, menos conforto.
São situações como essa que nos permitem crescer. Saímos do conforto do ventre para a dura vida aqui fora.
As mudanças não param por aí.
Nossa consciência se expande, nossos limites também e todas as coisas que virão serão
apenas mais mudanças pautadas na realidade de nossa existência, mais estímulos que nos permitem crescer.
Mas o mais curioso é que, apesar do motor da vida ser essencialmente a renovação constante, nossas primeiras ações conscientes são contra o mudar, em favor do status quo.
Os exemplos são inúmeros: rejeitamos novas comidas mesmo sem provar; não jogamos coisas no lixo porque estamos habituados à elas ou achamos que podemos precisar de algo no futuro; temos frio na barriga ao mudar de sala no novo ano letivo.
As mudanças se amontoam em nossas vidas e, normalmente, a única coisa que nos vem à mente é o medo do desconhecido. É o medo de tentar, o medo de alçar vôo, o receio de quebrar a cara, quase como uma certeza incômoda. Uma associação fatal entre desconhecido, inesperado, com o desagradável, negativo.
Esse provavelmente é o real motivo por trás de nossa racionalidade ser tão contra mudanças.  Permita-me contar-lhe um segredo: nada nesse mundo garante que o desconhecido será necessariamente ruim. Pelo contrário! Se usarmos a mudança ao nosso favor, ela certamente será benéfica, seja em curto, médio e longo prazo.
Raramente paramos para avaliar que o maior motor para criatividade é a mudança. Ela é responsável por forçar uma adaptação e, se bem aproveitada, maior incentivo para evolução em todos os aspectos de nossas vidas.
De fato, a capacidade de adaptação do ser humano é notória. Ela que nos define e nos diferencia da fauna do nosso planeta.
Sendo assim, por que não usar isso ao nosso favor? Por que não abraçar a mudança como estímulo para evoluir como ser, para crescer, aprender coisas novas, conhecer novos lugares ou produzir algo novo?
Não é à toa que muitos afirmam que crise é sinônimo de oportunidade. Vivemos em um momento de muitas mudanças e boa parte da ansiedade que a palavra “crise” carrega é gerada pelo medo irracional do desconhecido.
Partindo do princípio de que errar é, no mínimo, aprender, tentar e não ter sucesso é sempre um aprendizado. A real perda é nunca tentar.

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